“Em relação aos postos de trabalho, não me quero enganar, mas deve ser à volta de 20”, afirmou o vereador Pedro Pereira na reunião de executivo de 17 de agosto, que complementou ainda que ao nível da economia, durante a construção do empreendimento, “vão passar cá cerca de 200 trabalhadores, a maioria especializados” e que cerca de 80 a 85, oriundos de diversos países, estarão cerca de um ano e meio “na vila, em Santa Margarida, e em Montalvo, e que terá sempre algum impacto a nível económico, deixarão sempre cá alguma riqueza também”.
Estas afirmações foram feitas depois da vereadora Manuela Arsénio (CDU) ter apresentado algumas reservas quando ao empreendimento, um investimento do grupo Altri, e colocado algumas questões, nomeadamente se a Central de Biomassa, tendo em conta que vai ser implantada numa zona onde se encontra atualmente o parque de madeiras, vai ter de o ampliar.
O técnico municipal presente na reunião explicou então que “só para ter uma ideia”, a totalidade do terreno da Caima são cerca de 18 hectares, sendo que a central (4.500 m2) vai ocupar apenas 2% desse terreno, o que não deve levar a que o parque de madeiras tenha de ser ampliado por essa razão. O mesmo poderá eventualmente vir a ser ampliado mas por razões de laboração e de quantidade de resíduos que sejam tratados pela central, explicou.
O mesmo funcionário disse ainda, que segundo a informação mais recente, é previsível que a obra comece rapidamente e que esta tem de estar concluída antes do final do ano de 2023.
O pedido de licenciamento de construção acabou por ser aprovado pela maioria do PS (3, sendo que Sérgio Oliveira não se encontrava presente) com a abstenção da vereadora da CDU, que apresentou declaração de voto onde explicou algumas das preocupações e reservas que a não levavam a votar favoravelmente:
“Pese embora a valorização da intervenção e do impacto económico que venha a ter, fico de facto preocupada com a referência técnica à existência de uma sobrecarga nos níveis de serviço nas infraestruturas, no ambiente, nomeadamente nas vias de acesso, tráfego, parqueamento, ruído e outros análogos”, referiu a edil que, afirmando que, como também não é possível avaliar com certezas o impacto que o empreendimento pode ter na potencial via de acesso ao cais do Tejo, não iria votar a favor.
Num comunicado anteriormente divulgado, a Caima, biorefinaria do grupo Altri, referiu que pretende com este investimento “garantir uma total autonomia energética de fontes exclusivamente renováveis, tornando-se desta forma na primeira empresa ibérica do seu setor a atingir este marco histórico”.
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