A XXII edição das Pomonas Camonianas, organizada pela Câmara de Constância, pela Casa Memória de Camões e pelo agrupamento escolar local, está a envolver toda a vila na recriação de um mercado quinhentista, retratando até este domingo a época em que viveu o poeta, e na exposição e venda dos frutos e flores que mencionou nas suas obras, líricas e épicas, uma iniciativa que visa homenagear Camões e a sua ligação à vila, coincidindo com as comemorações do Dia de Portugal.
“Esta é uma iniciativa construída de forma genuína, sentida e vivida por toda a comunidade, porque este é um poeta que lhes pertence”, disse ao mediotejo.net a professora e coordenadora das Pomonas Camonianas, Angelina Fernandes, tendo relevado a participação de sete centenas de alunos e de toda a comunidade educativa, dos pais e da comunidade em geral.
O Ano Camões, que se encontra em dinamização desde outubro de 2016 até outubro de 2017, é marcado neste fim-de-semana pelo ponto alto das celebrações em torno do épico Luís Vaz de Camões: as Pomonas Camonianas. Passados 22 anos da sua criação, o evento encerra nesta edição algumas efemérides, caso dos 40 anos da Associação Casa Memória de Camões, fundada em 1977, e dos 25 anos da Escola Luís de Camões, de Constância, inaugurada em 4 de outubro de 1991.
As Pomonas Camonianas, são consideradas o evento macro do Ano Camões, onde a comunidade pára para ouvir, sentir e respirar o poeta, cuja presença se nota no centro histórico da Vila Poema.
O programa de três dias inclui, igualmente, o Cortejo e a Taberna quinhentistas, o VI Festival Hípico de Constância, uma Feira de Antiguidades e Velharias, uma prova de orientação noturna e a iniciativa “Declamões”.




