Centro de Saúde em Constância. Créditos: Ricardo Escada

O Centro de Saúde de Constância vai voltar a ter médico de família a partir de 17 de novembro, durante cinco dias por semana, assegurando o município alojamento para o clínico, segundo o presidente da Câmara. Sérgio Oliveira afirma ter sido informado pela Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo sobre essa realidade. As duas médicas afetas ao Centro de Saúde de Constância estão ausentes, uma de baixa médica e outra de licença de maternidade.

Constância vai voltar a ter médico de família, a partir da próxima semana, tendo a ULS Médio Tejo solicitado à autarquia que “disponibilizasse alojamento para o médico”, de acordo com o autarca socialista, tendo adiantado que tal pedido será atendido porque “é a única forma de assegurar médico para as nossas populações”.

Tal como o mediotejo.net noticiou, o Centro de Saúde de Constância está sem médico de família, causando preocupação com os cuidados de saúde primários, no que diz respeito à medicina geral e familiar. As duas médicas afetas ao Centro de Saúde de Constância, segundo deu conta Sérgio Oliveira, em reunião de executivo, estão ausentes. “Uma está de baixa médica e outra de licença de maternidade”.

O autarca acrescentou que “o clínico que vinha cá prestar serviço, dois dias por semana, concorreu a um procedimento de uma especialidade e foi para Leiria”.

Há uma semana, Sérgio Oliveira já havia garantido que a autarquia estava “em contacto com a Unidade Local de Saúde do Médio Tejo” no sentido de “encontrar uma solução, enquanto as médicas não regressam”, sendo que a médica que se encontra em situação de incapacidade temporária para o trabalho “pode nem voltar, ” admitiu na altura o autarca, uma vez que reúne as condições necessárias para a reforma.

A solução foi então encontrada, apesar do quadro “difícil” no que toca à fixação de médicos de saúde geral e familiar, no território do Médio Tejo.

Em agosto último, a ULS do Médio Tejo anunciou a abertura de dois procedimentos concursais para a contratação de 39 profissionais, um dos quais referente a 26 vagas para médicos recém-especialistas, incluindo três pediatras.

O segundo concurso visava preencher 13 vagas na categoria de assistente hospitalar. Mas segundo o presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, para as referidas 26 vagas concorreram apenas “9 candidatos e 4 assinaram contrato com a ULS Médio Tejo. Duas médicas já eram internas em Abrantes, um em Tomar e um no Entroncamento”.

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A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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