O Centro de Saúde de Constância está sem médico de família. Por isso, na vila – e no concelho – permanece a preocupação com os cuidados de saúde primários, no que diz respeito à medicina geral e familiar. As duas médicas afetas ao Centro de Saúde de Constância, segundo deu conta o presidente da Câmara, Sérgio Oliveira (PS), em reunião de executivo, estão ausentes. “Uma está de baixa médica e outra de licença de maternidade”.
O autarca acrescentou que “o clínico que vinha cá prestar serviço, dois dias por semana, concorreu a um procedimento de uma especialidade e foi para Leiria”.
De acordo com Sérgio Oliveira a autarquia “está em contacto com a Unidade Local de Saúde do Médio Tejo” no sentido de “encontrar uma solução, enquanto as médicas não regressam”, sendo que a médica que se encontra em situação de incapacidade temporária para o trabalho “pode nem voltar, ” admite o autarca, uma vez que reúne as condições necessárias para a reforma.
Do lado da ULS Médio Tejo a resposta transmite dificuldades em conseguir fixar médicos de saúde geral e familiar não só em Constância como em quase todo o território.
“Está muito difícil. Nunca se atingiu o ponto, como se atingiu agora, de dificuldade em atrair os médicos” para o Médio Tejo, revela Sérgio Oliveira, em declarações aos jornalistas, admitindo saber que, por exemplo, em Montalvo há utentes a deslocarem-se de madrugada para o posto de saúde, na esperança de conseguir uma consulta.
Em agosto último, a ULS do Médio Tejo anunciou a abertura de dois procedimentos concursais para a contratação de 39 profissionais, um dos quais referente a 26 vagas para médicos recém-especialistas, incluindo três pediatras.
O segundo concurso visava preencher 13 vagas na categoria de assistente hospitalar. Mas segundo o presidente do Conselho de Administração da ULS Médio Tejo, Casimiro Ramos, para as referidas 26 vagas concorreram apenas “9 candidatos e 4 assinaram contrato com a ULS Médio Tejo. Duas médicas já eram internas em Abrantes, um em Tomar e um no Entroncamento”.
