Após mais de 40 dias sem comunicações telefónicas, o Centro de Saúde de Constância voltou na quarta-feira, 20 de novembro, a restabelecer a normalidade e a possibilitar essas ligações. De acordo com a Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo, a antiga central telefónica foi substituída, resolvendo dessa forma o problema das comunicações. Barquinha e Olalhas (Tomar) “têm agendada a substituição” para esta semana.
Na resposta ao mediotejo.net, a ULS referiu que a substituição dos telefones no centro de de saúde de Constância por tecnologia moderna já estava prevista, à semelhança do que aconteceu, desde janeiro, nas unidades de Torres Novas, Entroncamento, Mação, Sardoal, Marmelais (Tomar) e Abrantes, na USF D. Francisco de Almeida.
“No âmbito da renovação e Modernização de equipamentos e também Constância vai receber material informático novo ao abrigo do PRR”, disse a fonte oficial da ULS Médio Tejo, tendo indicado ainda que, Barquinha e Olalhas “têm agendada a substituição” para esta semana.
Questionada na passada quinta-feira pelo nosso jornal, a ULS Médio Tejo disse que “elementos da equipa de informática da ULS Médio Tejo iriam deslocar-se ao local na sexta-feira, 15 de novembro, para apurar a situação, tendo assegurado que “não existe reporte da Unidade em causa de qualquer constrangimento naquela central telefónica”.
A denúncia da impossibilidade de comunicações telefónicas com o centro de saúde partiu da cidadã Júlia Amorim, residente no concelho e deputada municipal da CDU, que apresentou duas reclamações, tendo pedido “mais respeito pelas pessoas, utentes e profissionais”.
No dia 23 de outubro, Júlia Amorim apresentou uma primeira reclamação no Centro de Saúde de Constância considerando “inaceitável o telefone avariado há quase três semanas, com consequências extremamente negativas para os utentes, particularmente para idosos e fora da freguesia de Constância”.
Em resposta, o conselho de administração da ULS Médio Tejo, admitiu a 31 de outubro, em resposta à cidadã, que “o problema das comunicações telefónicas”, no atendimento administrativo, não estava “inteiramente resolvido”, apesar de ter sido “reportada superiormente a ocorrência da situação, logo que houve conhecimento da mesma”.
O conselho de administração informou ainda Júlia Amorim que “aguarda para o mais breve possível a normalização das comunicações” o que não sucedeu até dia 13 de novembro, ou seja, durante mais de 40 dias, o que levou Júlia Amorim a realizar uma segunda reclamação naquele mesmo dia.
A central telefónica foi, então, substituída esta quarta-feira, havendo atualmente comunicações telefónicas.
NOTÍCIA RELACIONADA:

