O Hospital de Abrantes, estrutura que integra a Unidade Local de Saúde (ULS) do Médio Tejo, inaugurou no dia 29 de maio o Serviço de Urgência Médico-Cirúrgica, uma obra reclamada há mais de duas décadas e que representou um investimento de 3.6 milhões de euros. O novo serviço está equipado com 19 postos de atendimento médico, 12 espaços de atendimento cirúrgico e duas salas de reanimação e emergência.
Para a Comissão de Utentes dos Serviços Públicos do Concelho de Abrantes a população e profissionais de saúde do concelho e da região “têm motivos de contentamento pela conclusão das obras na Urgência Médico-Cirúrgica da ULSMT/Hospital de Abrantes”, mas alerta para “a intermitência no funcionamento da maternidade, a falta de cuidados médicos de proximidade e uma aposta mensurável na prevenção e saúde pública”.
Como referido, foram mais de 20 anos, “em que as estruturas de utentes (…) persistentemente foram reivindicando e lembrando a necessidade das obras na urgência, junto dos responsáveis das unidades de saúde, de autarcas, deputados, governo. Foram abaixo-assinados, vigílias, reuniões institucionais, conferências de imprensa e sensibilização das populações em geral com o contributo indispensável da comunicação social”, lembra a Comissão de Utentes em comunicado.
“Esta batalha foi vencida, assim como também o foi, a abolição das portagens na A23”, acrescenta.

No entanto, manifesta preocupação com “a intermitência no funcionamento da maternidade, a falta de cuidados médicos de proximidade e uma aposta mensurável na prevenção e saúde pública”, lê-se no mesmo documento, no qual a Comissão afirma não desistir de continuar a luta por mais e melhores cuidados de saúde, pelo reforço do SNS.
Sabendo que o concelho de Abrantes, assim como toda a região, tem uma população envelhecida, considera, por isso, “vital para uma boa qualidade de vida, a coordenação e empenho da ação social e dos cuidados de saúde, nomeadamente com a criação de uma rede nacional e pública de lares para idosos”.

As escalas disponibilizadas no portal do SNS indicam ainda que cerca de 130 serviços de urgência estarão abertos em todo o país durante o fim de semana, a que se juntam 30 de ginecologia e obstetrícia que estarão a funcionar no âmbito do projeto-piloto, que implica um contacto prévio das utentes com a linha SNS 24.
Os constrangimentos dos serviços de urgência devem-se, sobretudo, à falta de médicos especialistas para assegurarem as escalas, uma situação que é mais frequente em períodos de férias, como o verão e final de ano, e fins de semana prolongados.
As dificuldades de funcionamento dos serviços de urgências têm sido mais evidentes em Lisboa e Vale do Tejo, a região do país onde também mais utentes não têm um médico de família atribuído.
As autoridades de saúde apelam à população para que, antes de se deslocar a uma urgência, contactar a Linha SNS24 (808 24 24 24) para receber orientação adequada.
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