Colónia Balnear da Nazaré. Foto arquivo: mediotejo.net

“Não tem sido fácil” os municípios da AMVT (Abrantes, Alcanena, Almeirim, Alpiarça, Benavente, Cartaxo, Chamusca, Coruche, Entroncamento, Ferreira do Zêzere, Golegã, Mação, Ourém, Rio maior, Salvaterra de magos, Santarém, Sardoal, Tomar e Torres Novas) chegarem a acordo quanto ao futuro da Colónia Balnear da Nazaré, equipamento que se encontra encerrado desde 2008 por falta de manutenção e que desde 2014, com a extinção das Assembleias Distritais, é propriedade da AMVT.

Segundo o autarca do Entroncamento, nas últimas reuniões desta associação foi pedido que cada Câmara assumisse a sua quota parte num valor de financiamento externo que poderia ascender a um total de nove milhões, pelo que a cada município caberia financiar cerca de 5,26% deste valor, o necessário para efetuar a reabilitação do edifício.

Algumas autarquias mostram-se divergentes nesta matéria – até tendo em conta o valor “demasiado elevado” necessário para a reabilitação da Colónia – sendo que há vários municípios que não aceitam participar neste processo, adiantou Jorge Faria, explicando que neste momento estão a ser equacionadas três opções por parte de cada um dos município.

Uma das opções é realmente participar no esforço financeiro para a reabilitação daquele equipamento, “que é um esforço grande para o nosso município”, atalhou Jorge Faria, adiantando que ao haver um conjunto de municípios que não está disponível para participar, os restantes terão de assumir percentagens maiores.

Outra opção a ser equacionada é que sejam os municípios da Lezíria – “que são eles que estão mais interessados neste processo” – a adquirir por uma concessão por 50 anos a Colónia Balnear da Nazaré e que sejam eles a fazer o investimento, ficando reservada uma pequena parte do tempo da exploração comercial para uso dos municípios do Médio Tejo que não aderissem, ou usufruir de um desconto de 10 a 15% no valor comercial que seria cobrado a qualquer pessoa.

A terceira hipótese prende-se com a saída da associação por parte das autarquias que assim o entenderem, através de uma indeminização com base no valor atual dos dois edifícios propriedade da AMVT (a Colónia Balnear e o Arquivo Distrital de Santarém).

Para Jorge Faria este parece também ser “o caminho mais adequado”, acrescentando o autarca que tem conhecimento de municípios que já tomaram esse caminho e que vão entretanto comunicar essa intenção.

A Colónia Balnear da Nazaré, fundada na década de 40 no século XX, teve várias utilizações ao longo dos tempos, sendo utilizada, sobretudo, como equipamento de apoio social para o acolhimento de crianças, jovens e adultos com menores recursos socioeconómicos, permitindo que tivessem acesso à praia da Nazaré, sendo, possivelmente, para a maioria, a única oportunidade que tiveram de participar nessas atividades.

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Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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