Paulo Queimado, Presidente da Câmara da Chamusca. Foto: mediotejo.net

A Assembleia Municipal da Chamusca aprovou por larga maioria uma moção apresentada pela bancada do PS sobre acessibilidades e a premência da conclusão do IC3/A13 com a construção de uma nova ponte sobre o rio Tejo. 

Coube à deputada Andreia Fernandes (PS) ler o extenso texto no qual se faz o historial desta luta dos chamusquenses já com décadas de existência.

Apenas o eleito do Chega, Eduardo Amaral Netto, votou contra por considerar a moção “extensa, genérica, mirífica e redundante”, defendendo mais “iniciativas concretas” e menos “declarações de intenções”. Foi nesse sentido que apresentou uma proposta de construção de uma nova ponte sobre o Tejo que foi chumbada pelas restantes bancadas.

Na moção do PS, defende-se que “sejam envidados todos os esforços por parte desta Assembleia Municipal, em conjunto com a Câmara Municipal e todos os partidos representados, junto do novo Governo e dos respetivos Ministérios, para a apresentação do teor da presente moção e exigência da conclusão do IC3/A13”.

“Há que potenciar aquela que é mais que uma exigência da região: é uma necessidade de concretização para que a estratégia nacional seja uma realidade”, argumentam os autarcas chamusquenses.

Consideram que “a atração de investimento produtivo, que deve ser considerado um desígnio nacional, é consistentemente bloqueada pela realidade infraestrutural da região, nomeadamente a sul do Tejo pela ausência de uma ligação ferroviária e rodoviária eficaz, em que a conclusão do troço do IC3/A13, que permitirá ligar Vila Nova da Barquinha a Almeirim, tem sido identificada em vários documentos como uma prioridade em termos de investimentos infraestruturais no país”.

Dá-se como exemplo o Programa Nacional de Reformas para 2020 (PNR 2020), o Plano Estratégico dos Transportes e Infraestruturas 2015-2020 (PETI3), o Plano Regional de Ordenamento do Território do Oeste e Vale do Tejo (PROT-OVT), onde esta rodovia teve particular destaque, considerada essencial para alavancar economicamente zonas do interior, tipicamente rurais e mais desfavorecidas, tornando-as atrativas do ponto de vista de expansão territorial, quer urbana, quer industrial.

De acordo com o texto da moção, “a necessidade de conclusão do IC3/A13 possui implicações que vão além das mencionadas pelo PETI3+ – acessibilidade e mobilidade – e que foram realçadas aquando do anúncio da sua execução, decorria o ano de 2007″.

No texto, é lembrado, nomeadamente, o incentivo ao desenvolvimento económico e territorial (potenciando, por exemplo, o surgimento de novas indústrias, a melhoria do escoamento de mercadorias e a redução de custos para empresas e comunidade) e a redução de riscos e de impactes ambientais, (por exemplo em relação ao ruído, que comporta um elevadíssimo risco para o bem-estar das populações das localidades constantemente atravessadas por veículos pesados de transporte de resíduos, constituindo desta forma um risco acrescido para a saúde pública)”.

Assembleia Municipal da Chamusca. Foto: DR

Paulo Queimado, presidente da Câmara da Chamusca, tem lembrado aos longo dos tempos que, além de se tratar de um “projeto estruturante” para a região, esta ligação foi assumida como uma contrapartida aquando da construção naquele concelho do Ecoparque do Relvão na Carregueira, para onde são encaminhados os resíduos perigosos de todo o país e onde funcionam, desde 2008, os únicos dois Centros Integrados de Recuperação, Valorização e Eliminação de Resíduos Perigosos (CIRVER) existentes no país.

 

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

Deixe um comentário

Leave a Reply