Os concertos atraíram milhares de pessoas. Foto: CMS

As contas da organização revelam que o Festival de Gastronomia do Maranho da Sertã, de 14 a 17 de julho, registou um número histórico de visitantes. Cerca de 45 mil pessoas passaram pelo recinto, ao longo dos quatro dias, batendo um recorde de público.  

Para a Câmara da Sertã, o balanço desta 10.ª edição “é notoriamente positivo”. A Alameda da Carvalha foi o palco principal deste evento que proporcionou atividades com o objetivo de “potenciar a região e os produtores locais, onde o Maranho da Sertã foi reconhecido como uma iguaria única e distintiva”.

Um dos momentos altos do festival foi a cerimónia de entrega do Certificado de Indicação Geográfica Protegida (IGP), atribuído pela Comissão Europeia. O momento solene contou com a presença da representante da Comissão Europeia, Sofia Moreira de Sousa, da Ministra da Coesão Territorial, Ana Abrunhosa, do presidente da Câmara Municipal da Sertã, Carlos Miranda, entre outras figuras políticas de relevo nacional e regional. 

O autarca fez questão de destacar o importante papel dos produtores locais na obtenção deste certificado: “Esta distinção é inteiramente merecida pela Sertã. Há uma ligação muito profunda entre a população e o seu Maranho. O município, os empresários e os produtores têm investido neste produto de forma inquestionável, que é neste momento o porta-estandarte da região”, concluiu Carlos Miranda.

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A presença de membros do Governo foi outro dos factos notados nesta 10.ª edição. Além da ministra da Coesão Territorial, compareceu ainda, no último dia do festival, o secretário de Estado da Conservação da Natureza e Florestas, João Paulo Catarino, acompanhado de Fernando Martins, Diretor Regional de Agricultura e Pescas do Centro, que já havia presidido, no primeiro dia do certame, à sessão de inauguração.

No total, eram mais de 130 stands que promoveram a região com diferentes ofertas para os visitantes, desde instituições do concelho da Sertã e de municípios convidados, até stands promocionais de empresas regionais, de áreas tão distintas como indústria, artesanato ou até mesmo responsabilidade social.

Como não podia deixar de ser, a gastronomia foi um ponto forte, com stands de produtos alimentares, doçaria da região, com destaque para os Cartuchos de Amêndoa, diversas tasquinhas com iguarias tradicionais; enchidos, queijos e azeite produzidos na região e, naturalmente, muito Maranho.

As dez freguesias do concelho também tiveram um papel considerado fundamental no decorrer de todo o festival, dispondo de um palco especialmente criado para as suas iniciativas e workshops criativos, de forma a promover o melhor de cada território. No mesmo palco estiveram ainda presentes dois conhecidos chefs da região, que realizaram showcookings tendo como foco a confeção do Maranho de forma diferenciadora – os chefs André Ribeiro e Tiago Antunes.

As atividades culturais e familiares preencheram os quatro dias de programa e os músicos locais também não foram esquecidos. Estiveram presentes mais de 20 artistas de várias categorias musicais, desde pop a jazz, assim como ranchos folclóricos e filarmónicas. David Carreira e a banda GNR foram os cabeças de cartaz das duas principais noites deste certame, que certamente ajudaram a levar ainda mais turistas à vila da Sertã.

O presidente da Câmara Municipal da Sertã, Carlos Miranda, volta a reforçar o sucesso na realização do evento: “Batemos todos os recordes nesta décima edição do Festival de Gastronomia do Maranho da Sertã e as nossas expetativas, que já eram bastante elevadas, foram totalmente superadas. Tivemos uma afluência absolutamente extraordinária e os expositores ficaram muito satisfeitos com a presença no festival, não apenas porque tiveram ali uma importante montra para os seus produtos e marcas, mas também pelas vendas alcançadas”.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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