Anacárdio assim se chama a árvore cujos frutos em forma de rim conhecemos debaixo do nome de castanha-de-caju. A árvore é conhecida conforme a sua implantação nos países da América do Sul sua origem, e da Índia onde se implantou desde o século XVI. Os portugueses no sistema de trocas de produtos levaram a planta para África e Oriente, daí não pode constituir surpresa o ter irradiado e hoje os maiores produtores serem o Brasil, a Índia e o Vietnam.
Em Portugal a castanha-de-caju, depois de torrada e salgada, anima conversas de antes das refeições na companhia de bebidas espirituosas e vinhos intranquilos, além de enriquecer saladas de frutas e legumes. No Oriente tem bom desempenho na composição de molhos, de bolos, doces, de pratos de caril, de cordeiro guisado ou picado, recheios de aves e na qualidade de guarnição de carnes e peixes.
Nos doces e compotas também é elemento enriquecedor, neste pormenor louve-se Guilherme de Nassau, além de por decreto proteger os anacárdios é responsável pela chegada às boas mesas europeias de doce da castanha lisa, reluzente, oleaginosa, muito energética e alguns acreditam ser benéfica no combate às doenças cardíacas.
Nas minhas andanças por Franças e Araganças provei e degustei pratos de carne recheada de caju, deram-me imenso prazer palatal, no entanto, nas tardes solarengas africanas concedi-lhe enorme apreço enlaçado a líquidos espirituosos a valerem-me remoques por a castanha desencadear o aumento de colesterol. O leitor, se consultar as enciclopédias digitais, verificará quantas propriedades lhe são atribuídas, só que, no organismo de cada qual, umas colidem com outras, obrigando a prudência no seu consumo, isto porque tudo o que é demais é moléstia.
Certamente, já aconteceu ao leitor destas linhas abrir uma lata de castanhas de caju e, gulosamente, trinca que trinca, e a lata antes cheia ficou vazia. E, agora vou trincar!
