As obras de ampliação dos balneários do Campo de Futebol em Montalvo, propriedade do município de Constância, ficaram concluídas este mês, após um processo iniciado em 2021 mas que se prolongou no tempo, tendo entrado em pleno funcionamento a 2 de março, anunciou o presidente da Câmara.
Segundo o presidente da Câmara de Constância, Sérgio Oliveira, o município investiu mais de 200 mil euros, na parte não comparticipada da obra dos balneários, como arranjos exteriores, conduta de água, saneamento básico, eletricidade e projeto, tendo sido a candidatura apresentada pela Casa do Povo de Montalvo.
Para além do referido investimento, e sendo o Campo de Futebol municipal, a Câmara é responsável pelo pagamento da água, luz, gás, eletricidade, apoiando na limpeza dos balneários.
Sérgio Oliveira voltou a assumir que o processo das obras nos balneários do Campo de Futebol Municipal “não correu bem, nomeadamente ao ritmo e com a celeridade que devia. Esta responsabilidade é minha”, afirmou.
Assumiu essa responsabilidade em reuniões de Câmara, em Assembleia Municipal, na comunicação social e também nas redes sociais mas lembrando sempre que “o processo não começou agora”, tendo apontado “a conduta de esgoto, uma baixada elétrica que assegure as necessidades do equipamento e uma conduta de água. Foi colocado um relvado sintético novo e essas três questões ficaram por resolver. A casa começou pelo telhado”, criticou, numa obra inaugurada pelo executivo à época, da CDU.

Em 2019, a Casa do Povo de Montalvo foi contemplada com um apoio de 15 mil euros por parte do Instituto Português do Desporto e Juventude (IPDJ) para a ampliação dos balneários do Campo de Futebol Municipal, em Montalvo, no âmbito do Programa de Reabilitação de Instalações Desportivas (PRID).
Na época foi anunciado que o projeto que apresentava um orçamento global na ordem dos 40 mil euros, a Casa do Povo de Montalvo a contar também com um apoio financeiro da Câmara Municipal de Constância na ordem dos 50% (cerca de 20 mil euros) para a concretização da ampliação dos balneários no campo de futebol, cujo relvado sintético foi inaugurado em maio de 2014, num investimento global na ordem dos 300 mil euros.
Há cinco anos, contactado pelo mediotejo.net, o presidente Sérgio Oliveira confirmou o apoio de 50% da autarquia a este projeto de ampliação dos balneários, tendo referido que o espaço desportivo foi beneficiado recentemente ao nível da iluminação (4 mil euros) e vai ter um sistema de rega do relvado sintético com um investimento na ordem dos 9 mil euros e cujo processo de contratação está em curso, para além de benefícios em termos de arranjos exteriores.
Dois anos depois a Casa do Povo de Montalvo preparou uma candidatura ao Programa de Reabilitação de Instalações Desportivas (PRID 2021), um programa do Instituto Português do Desporto e Juventude, I.P. destinado a clubes e associações desportivas, constituídas sob a forma de associação sem fins lucrativos, com o intuito de requalificar instalações desportivas para promover a prática desportiva.
Nessa candidatura eram elegíveis despesas que abrangessem intervenções de “renovação, reabilitação e conservação de instalações dos clubes”, nomeadamente a nível de pavimentos desportivos, coberturas, vestiários e balneários, instalações sanitárias, redes e equipamentos de gás, água e eletricidade, vedações, acesso a mobilidade condicionada, melhoria de eficiência energética, ampliação das instalações, remoção de fibras de amianto, entre outras.
Para a Casa do Povo de Montalvo instalar balneários no campo de futebol, entre os documentos necessários para instruir a candidatura, “os apoios que têm para a parte não financiada”, conforme elucidou na época o presidente Sérgio Oliveira, em declarações ao mediotejo.net.
Nesse sentido, o executivo camarário deliberou então, por unanimidade, em reunião de Câmara a atribuição de um apoio “à volta de 35 mil euros, que é a parte não comparticipada”, referiu o autarca.
Isto porque a parte comparticipada, de acordo com as normas do Programa de Reabilitação de Instalações Desportivas “não pode ultrapassar 50% do total das despesas que se considerarem elegíveis na análise técnica do orçamento apresentado pelas entidades candidatas, no valor máximo de cinquenta mil euros”.
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