Festival Bons Sons celebra 20 anos de vida de 06 a 09 de agosto de 2026. Foto: Luís Ribeiro / mediotejo.net

Foram 33.100 os visitantes que este ano encheram o festival Bons Sons, que animou a aldeia de Cem Soldos (Tomar) entre 12 e 15 de agosto, entre muita música, dança, histórias encenadas, performances, exposições, percursos sonoros e de biodiversidade, conversas, debates, jogos tradicionais, burros de Miranda, percursos artísticos, oficinas de música ou rádio ao vivo feita por crianças. No sábado e domingo a lotação esgotou.

Após dois anos de interregno, o Bons Sons regressou assim em força à aldeia de Cem Soldos (Tomar), mantendo a aposta na música portuguesa e continuando a dar aos milhares de festivaleiros a experiência de viver a aldeia e de “habitar a rua”, onde não faltou música, calor humano, paz, simpatia, bebidas frescas, sorrisos, e alegria no ar, conforme demos conta na nossa reportagem.

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Os concertos são obviamente parte crucial num festival de música, e estes não faltaram naquela que foi uma 11.ª edição do Bons Sons marcada por menos palcos e mais concertos: foram 270 os artistas responsáveis por proporcionar ao público 47 concertos previstos e realizados, dois concertos inesperados e ainda 30 concertos que aconteceram de forma espontânea no Palco Garagem que animaram os festivaleiros mais atentos ou que tiveram a sorte de por ali passar na altura de um concerto. Paralelamente decorreram ainda 50 espetáculos e atividades especiais.

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Conforme dá nota a organização, um evento deste género só é tornado possível graças ao trabalho de uma equipa de voluntariado, mais precisamente 520 pessoas (420 da aldeia e 100 externas), pelo que organização deixa um agradecimento a estes voluntários, bem como a todas as instituições apoiantes, ao público, à comunidade de Cem Soldos e a todas as pessoas que ajudaram, aos serviços parceiros, jornalistas e fotógrafos.

“Em 2022, entre a azáfama dos dias, o BONS SONS voltou à aldeia e trocou a ânsia por abraços, para cumprir os valores deste festival: comunidade, família, liberdade e festa: é urgente tudo isso. Que nunca mais tenham de ser adiados”, lê-se no comunicado.

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“Foi um festival onde as pessoas viveram as ruas aldeia, sem perder a escala humana que o caracteriza, e as reações de artistas e do público não podiam ter sido melhores”, refere-se na informação, que diz ainda que o Bons Sons “existe e quer existir pela contemporaneidade no campo, por uma plataforma cultural, pelo planeamento do território, pela cidadania participativa, pelo envelhecimento ativo, pelo ensino em comunidade, pelos projetos de território, por uma ação sustentável, pela criação de espaço público e pela cultura popular”.

Fotografias: Luís Ribeiro/mediotejo.net

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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