Os cinéfilos ainda guardam no bolso da memória cenas dos filmes de cowboys onde surgem manadas de bisontes que os vaqueiros guiavam até ao estampido de um tiro de espingarda provocar o tresmalhe da manada. Nessa altura Gary Cooper ou actor de qualidade semelhante conseguia saltar para o dorso do bisonte chefe da manada e após porfiados esforços o bovídeo selvagem aquietava-se de forma a filha de peitos opulentos a saltarem da blusa (p.e. Virgínia Mayo ou Jane Mansfield) felicitarem o domador beijando-o furiosamente para gáudio dos espectadores adolescentes.
Pois bem, pensemos na sua carne dura transformada em suculentos e macios bifes capazes de ombrearem com bifes de vitelas das sápidas raças portuguesas. E, isso acontecia frequentemente, Como?
Os bisontes cruzados com vacas dão os boefolos cuja carne é macia (assim o percebi num restaurante canadiano), no entanto, muitas receitas de bisonte são de inspiração índia, ou não fossem os índios grandes admiradores deste animal que para eles representam a prosperidade, assim como o porco a representa para os chineses e para os povos da Península Ibérica.
Os índios reduziam a sua carne a pó em conúbio com a gordura e o tutano, fazendo uma pasta que colocavam em sacos, para de seguida os calcarem com os pés, ficando essa massa em condições de ser barrada no pão, enriquecer sopas e outros pratos.
A carne do bisonte deve ser antecipadamente marinada antes de ir ao forno e à grelha. Também na fórmula de fumada é muito apreciada nas pradarias americanas e canadianas.
Se o leitor tiver ensejo de a degustar acompanhe-a com um bom vinho tinto, esquecendo o visto nos míticos filmes de outrora!
