Alberto Mangel é um dos oradores no primeiro dia do "Bibliotecando em Tomar". Fotografia: CML

Depois de um interregno forçado de dois anos, a iniciativa “Bibliotecando em Tomar” está de volta à cidade nabantina, trazendo consigo diversos pensadores nacionais. Tendo como mote “Presença e exílio”, a iniciativa decorre nos próximos dias 6 e 7 de maio (sexta e sábado), no Instituto Politécnico.

Guilherme d’Oliveira Martins preside à Comissão de Honra desta iniciativa, que conta com o Alto Patrocínio da Presidência da República.

Tendo em conta que o Bibliotecando pretende configurar-se como “um espaço de celebração do conhecimento, da cultura e do património, promovendo discussões e partilhas acerca da condição humana e da representação da nossa identidade coletiva”, como refere a autarquia em comunicado, os debates da presente edição giram em torno do tema “presença e exílio”.

José Augusto França nasceu em Tomar e será homenageado, um ano após a sua morte.

Um assunto que, refere a organização, é “de grande atualidade num mundo constituído por dinâmica importante de mobilidade migratória, originada por múltiplos fatores: redistribuição territorial, alterações demográficas, movimentos de colonização e descolonização, revoluções, mas também pelos refugiados de guerras e outros conflitos”.

O lançamento do livro “Da construção de uma viagem partilhada – Bibliotecando em Tomar 10 anos” marca o início do certame, às 9h30 de sexta-feira. Às 11h segue-se o primeiro painel, que conta com coordenação de Guilherme d’Oliveira Martins e que terá como oradores Alberto Manguel, Alexandre Castro Caldas e Marcello Duarte Mathias.

Já durante o período da tarde (14h30), o segundo painel, coordenado por Filipa Fernandes, junta António Cândido Franco, Miguel Real e José Carlos Barros, enquanto para as 16h, o terceiro painel conta com coordenação de Ana Soares e a participação de Cristina Azevedo Tavares e será de homenagem a José Augusto França – historiador, sociólogo e crítico de arte, uma das figuras mais relevantes da cultura nacional, e que nasceu em Tomar em 16 de novembro de 1922. Parte do seu espólio foi doado à cidade, dando origem ao Núcleo de Arte Contemporânea e a dezenas de exposições que puseram Tomar na rota das artes plásticas, no início do século XXI.

No sábado, o quarto painel, coordenado por Hugo Cristóvão, tem início agendado para as 10h, acolhendo Alexandre Quintanilha, Hermano Carmo e Jorge Malheiros como oradores. Uma hora mais tarde será tempo de ouvir os contributos de Ana Margarida Carvalho, Bruno Vieira Amaral e Julieta Monginho, num painel coordenado por Luís Ricardo Duarte.

Fazendo uma paragem para almoço no Congresso da Sopa, as intervenções regressam às 14h30 para aquele que é o sexto painel do evento, que tem coordenação de Fernando Rodrigues e as participações de Ana Sousa Dias, Sérgio Guimarães de Sousa e Arnaldo Mesquita.

Lídia Jorge foi professora em Tomar. Fotografia: Instituto Camões

A entrega do Prémio Bibliotecando a Lídia Jorge está agendada para as 16h, sendo que decorre depois o sétimo painel – dedicado precisamente à obra da escritora algarvia, que foi professora em Tomar na Escola Secundária Santa Maria do Olival – o qual é coordenado por Guilherme d’Oliveira Martins e que conta com a intervenção de Nuno Garcia Lopes. A sessão de encerramento desta iniciativa, que conta também com uma exposição de Fátima Frade Reis, está prevista para as 18h.

O Bibliotecando em Tomar vai mexer com a cidade e “movimentar-se” entre os Agrupamento de Escolas Templários, Agrupamento de Escolas Nuno de Santa Maria, Município de Tomar, Centro de Formação “Os Templários”, Rede de Bibliotecas Escolares, Instituto Politécnico e Centro Nacional de Cultura.

As dez edições anteriores já abordaram temáticas como “Leituras: Modalidades e Potencialidades” (2010), “Leituras Lusófonas” (2011), “Leituras Migrantes: Identidade e Alteridade” (2012), ” Das leituras de viagem e das viagens das leituras” (2013), “Leituras de lendas e mitos” (2014), “Leituras de Abril” (2015), “Os Outros e Nós: leituras da alteridade e mesmidade” (2016), “Utopias & Distopias: leituras das de ontem e de hoje” (2017),  “Ética e Estética: leituras possíveis” (2018) e “Memória, Esquecimento e Inovação: leituras de sempre (2019)”.

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

Deixe um comentário

Leave a Reply