Energética, rica em potássio, nascida na Índia, conta-se uma curiosa lenda relativamente a esta espécie vegetal, porque as bananeiras são revestidas de longas folhas violáceas, diz-se que o casal prevaricador – Adão e Eva – ao virem-se nus, cobriram as partes pubendas com as suas folhas, sendo as lendas passíveis de acrescentos, sou levado a crer que a dupla pecadora tenha satisfeitos os apetites e tenham comido aprazívelmente as bananas, até porque contêm glúcidos a tornarem-nas indesejáveis na dieta dos diabéticos.
Além dos glúcidos, as bananas incorporam vitaminas A, C. K., ácido málico e pectinas tornando-as macias e untuosas especialmente quando cozidas e preparadas com álcool, açúcar ou manteiga. Servidas de imediato, ou frias, saboreiam-se ao modo de sobremesas gulosas e refrescantes.
Como é evidente as bananas comem-se após ficarem despidas da sua pele grossa, embora haja quem na sua ingénua ignorância as tente comer com a casca. Estão escritas diversas historietas relatando tentativas desse género.
Os portugueses introduziram-na em França, os cozinheiros e pasteleiros gauleses aplicaram-na e aplicam-na em numerosas composições culinárias, cozidas, grelhadas, flambeadas, assadas, fritas, como acompanhamento de pratos de diversos teores, concedendo-lhe airosa importância gastronómica, irradiando pelo Mundo as suas criações.
Entra fortemente no fabrico de gelados, famosa a invenção americana – banana split – que os filmes a propagandearam e está associada a uma época de sensualidade subtil na literatura bem «comportada» para a menina e para o menino, e à desbragada, incluindo a banda-desenhada desde há alguns anos a esta parte.
A banana split é cortada na longitudinal e é coberta por três bolas de gelado, só de um gosto ou de três, chocolate, morango e baunilha, sendo cobertas por um molho de chocolate derretido, natas batidas e cerejas cristalizadas. Há quem prefira ao molho de chocolate uma calda de morango, levando como decoração amêndoas desfiadas ou avelãs esmagadas, ainda metades de morangos de cada lado.
A banana split é uma sobremesa custosa no custo e no fazer fazendo para os não profissionais da restauração e pastelaria, por isso mesmo recomendo ao leitor pedir esta untuosa e apelativa sobremesa no restaurante ou na pastelaria quando tiver ensejo para tal.
No tocante a acompanhamento a banana split até pode ser apreciada com água, no entanto, um vinho intranquilo, de borbulhas finíssimas parece-me ser a melhor companhia.
As folhas das bananeiras são boas coadjutoras en pratos confeccionados ao vapor.
