Diz-se assado quando se trata de uma peça de carne de vaca, servida quente ou fria. O rosbife recebe o mesmo tratamento. Peças de carne de outros animais ou da estirpe de gado vacum acrescenta-se a especificidade: assado de vitela, assado de molejas de vitela (uma iguaria de truz), assado de porco, de peru e, por aí fora. O termo assado encerra outras especificidades, assim, a carne em causa deve ser assada no espeto ou no forno.
As carnes assadas, de aves como ganso, o citado peru, de várias partes do porco (meio do peito, costelas, lombo, ombro e pá) ganham suculência se também forem desossadas. As Mestras cozinheiras sabem quão grande é o apuro do molho se o mesmo tiver como base o suco da carne, não por acaso os melhores restaurantes em termos culinários preparam as finas fatias dos rosbifes aspergindo-as com tais molhos após terem sido objecto das pequenas aparas de carne que vêm na companhias desses saborosos sucos.
A vaca caíu no índex do reitor da Universidade de Coimbra a pretexto das ventosidades que exalam para a atmosfera. Para lá da patetice reitoral porque não são as cantinas universitárias coimbrãs, com a aquisição de umas centenas de quilos de carne de vaca, que irão causar o último amofinamento do planeta, os poluidores a sério são outros e não as gostosas vacas e seus descendentes a degradar de modo significativo o sistema ambiental português.
Confesso à puridade nutrir grande afeição pela carne de vaca, porque não me fica bem, fazer publicidade nesta coluna de opinião não escrevo o nome de restaurantes no território de maior incidência do Médio Tejo. Mas tal como as bruxas, que eles existem, existem. No tocante às bruxas façam o favor de lerem o genial Miguel de Cervantes. E, espero, em breve degustar tiras de rosbife confeccionado a preceito.
PS. Levarei máscara e gel porque se as bruxas existem, o Diabo é tendeiro e monta a tenda num esfregar de olhos!

