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Longos anos já se contam desde o início da Feira Gastronómica e Cultural da freguesia de Alvega. A décima quinta edição começa já amanhã, dia 30 de junho, pelas 18h00, momento da abertura oficial do certame.

A Praça da República vai voltar a ser o ponto de encontro das gentes de Alvega e de quem mais queira vir provar os petiscos das tasquinhas, jantar com um grupo de amigos, dar um pézinho de dança e comprar alguns produtos da terra, desde a doçaria ao artesanato.

O coreto vai estar ladeado por 11 expositores, e contará com 5 tasquinhas de coletividades da freguesia, sendo Associação de Melhoramentos de Tubaral, Associação de Melhoramentos da Freguesia de Alvega, Associação Cultural e Recreativa de Casa Branca, Areias e Lampreia, Grupo Folclórico da Freguesia de Alvega e Banda Filarmónica Alveguense.

As coletividades colaboram no certame, ajudando a dinamizar a freguesia e servindo os pratos e petiscos tradicionais nas tasquinhas. @ Foto: Ramiro Farrolas
As coletividades colaboram no certame, ajudando a dinamizar a freguesia e servindo os pratos e petiscos tradicionais nas tasquinhas. @ Foto: Ramiro Farrolas

As iguarias variam entre os pratos típicos da região, desde as couves com feijão com bacalhau assado, aos ensopados de borrego e javali, à açorda de ovas com fritada de peixe e às migas de volta com entrecosto. Não lhe agradou nenhum destes pratos? Fique sabendo que há mais! Os petiscos tradicionais também serão servidos, podendo degustar-se codornizes, secretos, caracóis, enchidos regionais, enguias fritas, semineta e febras.

Mas tratados os comes e bebes, seguem-se os momentos de animação, lazer e atividades desportivas. Algumas coletividades colaboram através da organização de atividades desportivas associadas ao certame: a Descida do Tejo em canoagem, no sábado, organizada pela Casa do Povo, a caminhada Trilhos do Tejo e o jogo de futebol Solteiros x Casados, organizados pela Associação de Melhoramentos de Alvega. A dança não ficará de parte, contando-se com a atuação do Grupo de Danças Rítmicas do Clube Desportivo e Recreativo de Concavada no domingo, antes da atuação da banda Semáforo.

Estará também presente o Centro de Dia de Alvega num dos expositores, bem como o projeto Viver.Sénior, com os seus utentes e mostra dos respetivos trabalhos de artesanato, lavores e culinária.

“Acaba por ser um festival da freguesia, mas mais especificamente de Alvega. É um investimento da Junta de Freguesia, mas terá sempre que se chamar Feira Gastronómica e Cultural de Alvega porque é um evento de Alvega em si”, quem o diz é José Manuel Felício, presidente da União de Freguesias de Alvega e Concavada.

Quando confrontado com a possível rivalidade entre as duas freguesias, em união desde 2013, referiu que esta iniciativa foi criada em Alvega e mantém-se essa tradição, abrindo-se a porta a todas as coletividades e singulares que queiram participar no certame enquanto expositores, abrangendo a freguesia vizinha, Concavada.

Segundo José Felício, “pelo que se tem verificado em anos anteriores, e o estado do tempo está a ajudar, penso que vamos ter novamente muita afluência de público”.

O presidente da União de Freguesias acredita que este ano se pôde reforçar o programa a nível de espetáculos. “O programa já está na rua, já está fechado, e eu selecionaria o «Música do Nosso Tempo», julgo que vai ser muito interessante, conta com cerca de 60 elementos a atuar em palco e é um momento bastante agradável”, a acontecer no sábado, pelas 22h00.

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Novo equipamento, investimentos e desenvolvimento da freguesia

Alvega conta com mais um equipamento disponível, a Estação de Canoagem, cuja exploração foi adjudicada à Casa do Povo da localidade.

“Eu penso que é muito importante dar continuidade a esta Feira Gastronómica e Cultural e é uma mais valia podermos agora usufruir de mais um equipamento na freguesia, que é a Estação de canoagem. E nesta altura complementam-se”, declarou.

O local foi inaugurado no passado dia 10 dia de junho, contando com a presença da autarca Maria do Céu Albuquerque e outros vereadores do executivo camarário abrantino, da secretária de Estado do Turismo, Ana Mendes Godinho, e de representante do ateliermob, grupo de arquitetos responsável pelo projeto.

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José Felício (à esquerda), presidente da União de Freguesias de Alvega e Concavada, durante a cerimónia de inauguração da Estação de Canoagem de Alvega. @ Foto: mediotejo.net

José Felício acredita que ambos os eventos são importantes para o desenvolvimento socioeconómico da localidade, uma vez que os investimentos são diminutos e tem de se valorizar os espaços e as iniciativas. “A junta de freguesia tem sempre coisas em vista. O problema acaba por ser sempre o mesmo: a questão financeira. E aí, é muito complicado estar a antecipar prognósticos. Nem sequer vou correr esse risco. Estamos numa altura muito complicada para investimentos”, referiu José Felício.

A cooperação entre a Junta de Freguesia e as coletividades “é uma estratégia já de alguns anos, implementada por todos os presidentes que por aqui têm passado, é uma mais-valia puxarmos as coletividades para dentro do evento. Tendo ainda a perspetiva de os ajudar, também serve para isso, porque nós somos a organização e quem realmente paga. As coletividades ao participarem, ajudam a JF a promover a freguesia em si e é uma forma de irem buscar também algumas verbas para suportarem as despesas do ano e dos seus planos de atividades”.

Uma vez que a Junta de Freguesia suporta os gastos deste certame, há um controlo necessário no orçamento para evitar gastos desnecessários. “O ano passado conseguimos baixar bastante o orçamento, e este ano ainda penso que baixará um pouco mais. Tem muito a ver com a questão dos pavilhões. Porque o aluguer dos pavilhões que antigamente se costumavam utilizar rondariam à volta de 8 mil euros. É um investimento demasiado grande para a Junta de Freguesia, os apoios cada vez são mais reduzidos, e a Junta acha por bem não estarmos a despender essa verba e utilizá-la até para melhorar um pouco dos espectáculos, e para não ficar tão dispendioso”, disse o presidente da União de Freguesias de Alvega e Concavada.

“Neste momento estamos a falar de um aluguer de pavilhões que rondam os 200 e poucos euros, mais IVA, portanto é uma verba diminuta comparando com os de 8 mil euros. Não terão talvez as condições ideais que as pessoas esperariam e que as associações queriam, mas é o possível e uma forma de fazermos na mesma o evento e sair muito mais barato”.

Em 2012. As filas de mesas ocupam grande parte da praça durante o certame que recebe centenas de visitantes que pretendem degustar a gastronomia típica da região. @ Foto: Ramiro Farrolas
Em 2012. As filas de mesas ocupam grande parte da praça durante o certame que recebe centenas de visitantes que pretendem degustar a gastronomia típica da região. @ Foto: Ramiro Farrolas

Na totalidade o investimento deverá rondar “cerca de 10 a 12 mil euros, contando ainda com parceiros importantes para a concretização desta iniciativa, nomeadamente o Município de Abrantes e a Pegop”, salientou José Felício.

O número de visitantes só é possível estimar através dos jantares servidos, e na edição anterior rondou os cerca de 1000 participantes nesta iniciativa de quatro dias em terras alveguenses.

Joana Rita Santos

Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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