Foto ilustrativa: Pixabay

A Câmara de Alcanena encontra-se a desenvolver o Plano Municipal de Ação Climática (PMAC), um instrumento de planeamento da adaptação e mitigação das alterações climáticas no concelho e que visa dar resposta às exigências legais da Lei de Bases do Clima, as quais estabelecem que as autarquias locais devem programar e executar políticas climáticas.

Este Plano prevê o melhoramento do conhecimento do fenómeno das alterações climáticas a nível local, a identificação das ações necessárias para a adaptação do território às alterações climáticas, mitigação dos impactos das alterações climáticas, e aumento da capacidade de resposta e resiliência de Alcanena aos impactos das alterações climáticas.

Pretende-se ainda criar uma cultura de cooperação no combate às alterações climáticas transversal aos vários setores e atores e sensibilizar as partes interessadas para o combate às alterações climáticas em Alcanena.

O documento surge no seguimento do Plano Intermunicipal de Adaptação às Alterações Climáticas do Médio Tejo (PIAAC-MT), da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIMT) e desenvolvido com a consultoria técnica especializada da Enhidrica, Lda., empresa que se encontra também a colaborar com o Município de Alcanena.

Segundo a autarquia alcanenense, a elaboração deste plano insere-se num contexto onde as alterações climáticas são “uma realidade inegável e a maior ameaça com que a Humanidade se depara”, onde “é claro e notório que a interferência humana sobre o sistema climático está a ocorrer à escala global, com importantes impactos nos sistemas naturais e humanos” e tendo ainda em conta que “Portugal, como país do sul da Europa é, segundo o Intergovernmental Panel on Climate Change (IPCC) e a maior parte da literatura de referência, uma das áreas potencialmente mais afetadas pelas alterações climáticas”.

Assim, conclui, “torna-se incontornável a necessidade de implementação de medidas destinadas a promover a adaptação e mitigação das alterações climáticas, não só a nível nacional, como também a nível regional e local”.

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

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