O lançamento do número 26 da revista Zahara, elaborada pelo Centro de Estudos de História Local de Abrantes e pela Associação de Desenvolvimento Cultural Palha de Abrantes, aconteceu esta sexta-feira, dia 26, no âmbito da realização das XIII Jornadas de História Local.
A revista de história local Zahara, publicação semestral da responsabilidade do Centro de Estudos de História Local de Abrantes, dedica-se à antropologia, sociologia, ao quotidiano e à etnografia da região em que se insere (Abrantes, Constância, Sardoal, Mação, Gavião, Vila de Rei e Vila Nova da Barquinha) e conta com a colaboração de professores, estudiosos e outros colaboradores na sua realização.

José Martinho Gaspar, responsável pelo Centro de Estudos de História Local de Abrantes, destaca nesta nova edição da revista Zahara um artigo de fundo sobre as Misericórdias da região (Abrantes, Constância, Sardoal, Mação, Gavião, Vila de Rei) e como se desenvolveram nesses concelhos, da autoria de Joaquim Candeias da Silva.
Nesta edição 26 da Zahara, refere José Martinho Gaspar, “temos também uma pequena entrevista com a D. Piedade Anselmo, uma senhora da cidade de Abrantes, uma poetisa popular que conta algumas coisas da sua vida”. Um artigo de Carlos Grácio que dá a

conhecer uma senhora de 96 anos, “uma poetisa popular de Abrantes”, que frequenta a Universidade da Terceira Idade, colabora na Tuna, que tem dois livros editados e que foi aprender informática aos 90 anos.
Ainda nesta edição da revista Zahara, destaque para um artigo de José Martinho Gaspar sobre os 20 anos da Associação de Desenvolvimento Cultural Palha de Abrantes que estão a ser comemorados durante este ano; para o trabalho desenvolvido por Mário Jorge Sousa sobre a Festa da Flor no Sardoal; a “Cerâmica Tejo”, de Mouriscas, por Teresa Aparício; e as memórias de Manuel Soares Traquina do Externato D. Francisco de Almeida.
Incluídos nesta nova edição da Zahara estão também os artigos dedicados às barcas de passagem em Constância, no século XIX; as matrizes de Cardigos; a anta do Cabeço dos Pendentes, na Amêndoa; “Os filhos de Mação nas conquistas africanas”; a imprensa periódica abrantina III; as tecedeiras de Belver no século XIX e os textos dedicados ao Engº “Bioucas” e a António Bento, um lutador pelas Sentieiras.
José Martinho Gaspar, em declarações ao mediotejo.net, anuncia que a próxima revista Zahara “vai ser diferente, vai ser integrada na comemoração do centenário de Abrantes”. E desvenda um pouco o véu: “Não é revista sobre a elevação de Abrantes a Cidade, é uma revista que vai olhar para diferentes aspetos daquilo que foi Abrantes ao longo destes últimos 100 anos, podem ser aspetos mais institucionais, mais de natureza política, mas podem ser também associativos e de outra natureza”.
