Após o abandono da reunião de Câmara de Abrantes de dia 1 de outubro pelo vereador eleito pelo Partido Social Democrata, Vítor Moura, em jeito de protesto pela forma como o autarca Manuel Jorge Valamatos geria aquela sessão, a Comissão Política Concelhia do PSD de Abrantes emitiu um comunicado em que manifesta a sua solidariedade para com o vereador da oposição e expressa “o seu total repúdio à postura autoritária adotada pelo Presidente da Câmara Municipal de Abrantes”.
No comunicado divulgado esta quarta-feira nas redes sociais a concelhia do PSP expressa “total repúdio à postura autoritária adotada pelo Presidente da Câmara Municipal de Abrantes durante o seu mandato, mas em especial em relação à última reunião de Câmara, comportamento este que violenta os princípios democráticos e o respeito pelo pluralismo político que devem guiar a vida pública e institucional”.
Considera o PSD de Abrantes que o presidente da Câmara Manuel Jorge Valamatos se impôs de “de maneira desrespeitosa e intolerante” e que tal postura “fragilizou o ambiente de diálogo construtivo que deve pautar qualquer reunião, desrespeitando o vereador Vítor Moura, representante legítimo do nosso partido e dos cidadãos de Abrantes”.
Por outro lado, o partido manifesta publicamente estar solidário com o eleito Vítor Moura. “Manifestamos, portanto, a nossa total solidariedade para com o vereador Vítor Moura, cuja postura corajosa de não se submeter a tais imposições nos orgulha e reflete o compromisso do PSD com a defesa da democracia, da liberdade de expressão e da transparência nos processos de decisão política, bem como o respeito pelos eleitores que pauta a nossa atividade política quotidiana”, lê-se no mesmo documento.

A concelhia social democrata acusa ainda que os “limites mínimos de cordialidade não foram respeitados pelo Presidente da Câmara Municipal, logo desde o início do mandato dos órgãos autárquicos, que tomaram posse em 2021. Não foram respeitados os direitos da oposição, uma vez que o senhor Presidente sempre assumiu uma atitude impulsiva em relação ao nosso Vereador Vítor Moura, nem nunca soube responder às questões feitas pelo Partido Social Democrata de uma forma minimamente informativa e que respeitasse a legitimidade destas mesmas perguntas”, acrescentando o partido que “falta cultura democrática a quem dirige os destinos da comunidade Abrantina”.
“É inadmissível que o exercício do mandato autárquico, com o dever de representar os interesses da população, seja restringido por práticas autoritárias que apenas prejudicam o bom funcionamento das instituições”, por ler-se.
O PSD termina assumindo o compromisso de continuar “a lutar pelo respeito às normas democráticas e pelo direito à participação plena e livre de todos os seus eleitos em defesa do bem comum” e entende que esta situação deve ser “objeto de uma reflexão profunda por parte dos órgãos municipais competentes, no sentido de evitar a repetição de episódios como este que mancham a boa convivência democrática e prejudicam o desenvolvimento de Abrantes”.
