Igreja de Santa Maria do Castelo, Panteão dos Almeida, Abrantes. Créditos: CMA

A intervenção de musealização esteve a cargo da spaceworkers e foi concebida para ser “completamente reversível e minimalista, evitando competir com a grandeza histórica do existente”, recorda a autarquia.

Os Muse Design Awards decorrem nos Estados Unidos e contaram este ano com mais de 6 mil trabalhos a concurso, de todo o mundo.

O júri do concurso considerou que a “condução do visitante por um caminho imersivo e transparente, quase irreal, onde podemos cruzar camadas de informação, entre o presente e o passado, ambos servindo de complemento à mesma exposição e informação”, relevando a “subtileza alusiva ao sagrado, uma simplicidade da lógica construtiva”.

Panteão dos Almeida, na Igreja de Santa Maria do Castelo. Foto: CMA

O Panteão dos Almeida, inserido na Igreja de Santa Maria do Castelo, dentro da fortaleza de Abrantes, está aberto para visitas de terça-feira a domingo, das 10h00 às 13h00 e das 14h00 às 18h00.

Espaço museológico que o município transformou em 2021, tendo sido reinaugurado há um ano, trata-se de uma capela anterior à nacionalidade, que depois evoluiu para igreja medieval. Foi transformada significativamente por opção de D. Diogo Fernandes de Almeida, no século XV, que tornou a igreja muito semelhante à que existe nos dias de hoje, com instalação de túmulos da Família Almeida – muito próxima de alguns reis de Portugal, caso de D. João II e D. Manuel I. Criaram aqui o seu panteão, com túmulos de estilo gótico, à semelhança do que sucedeu no Mosteiro da Batalha.

Os sucessores da família estão nos túmulos de estilo renancentista e manuelino, mais clássico. Santa Maria do Castelo também tem azulejos e frescos que se assumem como elementos significativos do património integrado.

A igreja foi transformada em Museu Regional Dom Lopo de Almeida em 1921. Cem anos depois deu lugar a este espaço requalificado como Panteão dos Almeida.

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Formada em Jornalismo, faz da vida uma compilação de pequenos prazeres, onde não falta a escrita, a leitura, a fotografia, a música. Viciada no verbo Ir, nada supera o gozo de partir à descoberta das terras, das gentes, dos trilhos e da natureza... também por isto continua a crer no jornalismo de proximidade. Já esteve mais longe de forrar as paredes de casa com estantes de livros. Não troca a paz da consciência tranquila e a gargalhada dos seus por nada deste mundo.

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