A Câmara Municipal de Abrantes apresentou, na última reunião do executivo camarário, a intervenção que vai ser feita no edifício do Colégio de Fátima que vai albergar o novo centro escolar da cidade. O mediotejo.net dá-lhe a conhecer as principais intervenções deste projeto orçado em 2 milhões e 700 mil euros.
O projeto de requalificação e ampliação do Colégio Nossa Senhora de Fátima para instalação do Centro Escolar de Abrantes faz parte de um pacote de intervenções que a autarquia quer começar em breve, a par com a intervenção no Largo 1º de Maio, a recuperação do monumento de D. Nuno Álvares Pereira, e a requalificação do Castelo e área envolvente.
Na última reunião do executivo camarário, que se realizou no dia 16 de setembro, Maria do Céu Albuquerque, presidente da Câmara Municipal de Abrantes, apresentou aos presentes o estudo prévio da intervenção a realizar no edifício que albergou o Colégio de Fátima durante mais de sete décadas.

Maria do Céu Albuquerque começou por salientar que a área do Colégio de Fátima “é imensa” e explicou que, do ponto de vista das acessibilidades, o objetivo é que haja uma rua que faça a ligação ao novo centro escolar, mas, numa primeira fase, o que vai acontecer é a requalificação da Rua de Santa Ana e a entrada será feita por trás do atual edifício. No futuro, a intenção é a ligação da Rua de Santa Ana à Rua 5 de outubro porque “o atual Quadro Comunitário de Apoio não prevê o financiamento para vias rodoviárias”, salientou a autarca de Abrantes.
A intervenção a fazer no edifício do antigo Colégio de Fátima será, basicamente, para adaptar o espaço existente às exigências definidas para albergar um centro escolar, sendo que serão criadas e salas de jardim-de-infância, para um máximo de 75 alunos, e 8 salas de aulas para o 1º ciclo, albergando um máximo de 180 alunos. O Centro Escolar de Abrantes terá ainda um refeitório para um máximo de 286 utentes, uma sala polivalente e um centro de recursos.
Numa primeira fase, a entrada dos alunos será feita pela Rua Ator Taborda, mas a ideia é criar um segundo acesso pela rua de Santa Ana para os alunos do 1º Ciclo, referiu Maria do Céu Albuquerque.
“Este é um espaço que tem uma possibilidade enorme até para poder aumentar, se assim se justificar, mas a ideia não é transformar este centro escolar num centro escolar imenso até porque temos outras ofertas na área da cidade para complementar estas iniciativa. É um centro escolar que não é demasiado pequeno, nem demasiado grande”, referiu a presidente da Câmara Municipal de Abrantes.

“As alterações não foram muito grandes, mantemos a mesma estrutura do edifício”, salientou o vice-presidente João Gomes.
No período de votação sobre o estudo prévio do projeto de requalificação e ampliação do Colégio Nossa Senhora de Fátima em Abrantes para instalação do Centro Escolar de Abrantes, a vereadora Elza Vitório (PSD) questionou a presidente da autarquia sobre os custos da adaptação física do edifício e de toda a envolvente, tendo sido esclarecida de que a estimativa da obra é de cerca de 2 milhões e 700 mil euros, com os acessos a fazer na primeira fase.
Elza Vitório questionou também o facto das escolas que vão para este centro escolar serem de agrupamentos diferentes ao que Maria do Céu Albuquerque esclareceu que essa é uma questão que será resolvida entre o Ministério da Educação e os dois agrupamentos envolvidos, uma vez que o novo centro escolar vai substituir a Escola Primária dos Quinchosos e a Escola Nº 2 de Abrantes.

Era mesmo o que estava a fazer falta em Abrantes.
Viva esta autarquia! Viva a Vereadora Celeste Simão! Viva a Presidente Maria do Céu Albuquerque!
Uma vergonha! Ao todo são mais de 5 milhões…
Quais os factores que justificam este investimento / esbanjamento?
Como foi construído o preço (julgo que aproximadamente 2 milhões) de aquisição do imóvel?
Estão quantificados os benefícios que este “investimento” traz à cidade e aos seus munícipes?
Foram equacionados outros projectos que proporcionassem benefícios equivalentes com custos inferiores?
Na zona envolvente a malha urbana tem condições de absorver todas as exigências associadas a um centro escolar com esta dimensão?
Demograficamente, a cidade justificará mesmo um novo centro escolar?
Como vão ser rentabilizados os edifícios onde actualmente funcionam as escolas em questão?
Meu rico dinheiro! Meus ricos impostos que tanto me custam a ganhar e a pagar!