O presidente da Câmara de Abrantes disse ver com agrado o projeto de reconversão da central a carvão do Pego para Centro Produtor de Energia Verde, tendo destacado a importância do projeto na vertente biomassa para a floresta da região e das demais energias sustentáveis que compõem o projeto da TrustEnergy, acionista maioritário da Tejo Energia, orçado em 900 ME e que assenta na energia eólica, solar, hidrogénio e outras.
A importância da Central do Pego em Abrantes e na região envolvente ao longo dos últimos 30 anos, além de se constituir como o maior centro produtor de energia a nível nacional, destaca-se na criação de emprego e dinamização da economia local, pelo que o projeto de transição que aponta para a sua continuidade na produção de energia, indo ao encontro de necessidades da região e do país, é visto com agrado pelas forças vivas da região.
Manuel Jorge Valamatos, presidente da Câmara de Abrantes, destacou o papel importante da central do Pego a nível nacional e regional e defendeu a sua reconversão, ao invés do desmantelamento, de modo a assegurar continuidade em novas áreas económicas em desenvolvimento, mantendo os postos de trabalho e criando novas dinâmicas.
“Temos acompanhado de muito perto esta projeto de reconversão e as propostas dos acionistas, e neste caso do maior acionista da Central Termoelétrica”, disse o autarca ao mediotejo.net, tendo destacado a parte do projeto de reconversão da central em biomassa. “A questão da biomassa traz-nos bastante alento para as questões de reorganização da floresta e à limpeza da floresta”, vincou, tendo feito notar que o projeto engloba outros setores, como o hidrogénio, o metano e outras fontes de energia limpa.
“Estamos empenhados em colaborar e expectantes relativamente a um projeto final que seguramente os acionistas da central apresentarão em breve”, concluiu Manuel Jorge Valamatos.

A Central Termoelétrica do Pego tem um papel fundamental na região onde está inserida, com cerca de 200 pessoas a trabalharem diariamente naquelas instalações, representando um impacto financeiro na ordem dos 10 milhões de euros o pagamento direto a estes trabalhadores e em prestações de serviços locais.
Por outro lado, conjuntamente com este valor, a empresa paga cerca de dois milhões de euros em impostos locais, tendo, a nível regional, pago cerca de 15 ME à ex-CP Carga (dados de 2018), e a nível nacional, as empresas relacionadas com a Tejo Energia pagaram cerca de 22 ME em impostos (dados de 2018).

O projeto de reconversão da Central a carvão do Pego parece também ser vista com agrado pelo governo, tendo em conta as declarações públicas quer do ministro do Ambiente e da Transição Energética, quer da própria ministra da Coesão, mais recentemente.
No entanto, a Trustenergy e a Endesa, os dois acionistas da Tejo Energia, têm planos diferentes para o futuro da central elétrica no concelho de Abrantes, sendo a central a biomassa uma das divisões dos acionistas, com a TrustEnergy a querer apostar neste setor (VER AQUI) ao contrário do acionista minoritário, a Endesa, que aposta no desmantelamento da central a carvão e noutro tipo de projeto (VER AQUI).
