O ZêzereArts levou pela primeira vez um concerto à gruta da Avecasta, em Ferreira do Zêzere. Foto: CMFZ

Decorrendo em espaços como o Convento de Cristo, em Tomar, o Mosteiro da Batalha, a vila histórica de Dornes, em Ferreira do Zêzere, ou o Castelo de Ourém, o ZêzereArts decorre desde dia 17 de julho e prolonga-se até este domingo, 3 de agosto, com a Gala de encerramento a decorrer às 17h00, na Igreja de Areias, em Ferreira do Zêzere.

Uma das grandes novidades desta edição do ZêzereArts foi a estreia de um concerto na Gruta de Avecasta, em Ferreira do Zêzere, e que decorreu no dia 24 de julho. Intitulado “Birdsong”, o espetáculo propõs uma experiência sonora imersiva, combinando o ambiente natural da gruta com o som da sanfona, instrumento medieval de cordas friccionadas, interpretado por Stevie Wishart sob a direção de Stephen Rumsey.

Outro ponto alto, segundo o maestro irlandês Brian MacKay, foi o concerto “Ever Ancient Ever New”, apresentado em dose dupla, no Mosteiro da Batalha (25 de julho) e no Convento de Cristo (26 de julho), que uniu música coral sinfónica com obras de Karen Thomas, Brahms, Michael Tippett e James Buonemani, sob direção do próprio Brian MacKay.

Os concertos, até domingo e de entrada livre, decorrem em monumentos classificados e espaços culturais e religiosos do Médio Tejo, cruzando repertórios corais, sinfónicos e de câmara, protagonizados por cerca de 200 artistas nacionais e estrangeiros e que integram os diversos corpos artísticos do festival, entre os quais se destacam o Coro Sinfónico, a Orquestra Jovem e o Ensemble Vocal. Programa completo AQUI.

Festival ZêzereArts regressa ao Médio Tejo com concertos gratuitos de música clássica. Foto arquivo: André Roma

“Até é difícil acreditar que já chegámos à 15ª edição. Este ano, como em todos os anos, temos cerca de 200 músicos, portugueses e de vários países do Mundo, a chegarem à região para preparar e apresentar 14 concertos”, incluindo óperas, concertos de música erudita, grupos corais e ‘masterclasses’, disse à Lusa o diretor artístico do ZêzereArts, o maestro irlandês Brian MacKay, na antevisão do evento.

Brian Mackay. Foto arquivo: Rafael Ascensão/mediotejo.net

ÁUDIO | BRIAN MACKAY, DIRETOR ARTÍSITICO ZÊZEREARTS:

Decorrendo em espaços como o Convento de Cristo, em Tomar, o Mosteiro da Batalha, a vila histórica de Dornes, em Ferreira do Zêzere, ou o Castelo de Ourém, MacKay destacou ainda o concerto “Orlando Gibbons – 400 Anos”, que prestou homenagem à tradição coral inglesa do século XVII, com obras de William Byrd, Orlando e Christopher Gibbons, e Henry Purcell, espetáculo que decorreu no claustro principal do Convento de Cristo em Tomar no dia 20 de julho.

O evento, que assinala a sua XV edição, “tem-se afirmado e crescido ano após ano”, com “músicos de todas as idades” e um “público muito eclético, de várias gerações e muito fiel” ao espírito do festival.

ZêzereArts leva música erudita a locais históricos do Médio Tejo. Foto ZA

“No palco vamos ter jovens a partir de 12, 13 anos, até pessoas com 70 e tal anos, o que é uma coisa muito especial para experienciar. Também é muito gratificante ver o nosso público, um público muito fiel, crescer e voltar ano após ano para assistir aos concertos”, declarou.

Para Brian MacKay, a iniciativa, “mais do que um festival de verão, é uma residência artística intensiva”, um lugar “de encontros entre gerações, culturas e repertórios”, “com obras que raramente se escutam em Portugal, e com uma comunidade artística cada vez mais diversa”.

O festival, que arrancou no dia 17 de julho no castelo de Ourém, incluiu recitais de jovens participantes das ‘masterclasses’, concertos de música de câmara e apresentações da Orquestra Jovem e do Coro Sinfónico, com direção de maestros como João Paulo Fernandes, Aoife Hiney, Vasco Negreiros e Stephen Rumsey.

Festival ZêzereArts regressa ao Médio Tejo com mais de 15 concertos gratuitos. Foto: DR

Criado em 2010, o ZêzereArts é promovido pela Musicamera Produções. Ao longo dos anos, o festival tem acolhido músicos e estudantes de toda a Europa, América do Sul, Estados Unidos e Hong Kong, reforçando o seu papel como espaço de intercâmbio e descoberta artística.

O programa completo do evento pode ser consultado em zezerearts.pt.

c/LUSA

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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