Foto: Jason McCann, Unsplash

Fez ontem 17 anos que nos cruzámos com o maior ataque terrorista da história da humanidade. Pelo menos o maior em termos de mediatização e de comoção generalizada em todo o mundo. Lembro-me bem desse dia. Recordo com nitidez onde estava e o que estava a fazer quando o segundo avião embateu numa das torres do World Trade Center. Ainda hoje guardo as memórias da minha incredulidade e de toda a incerteza sobre o que estava e ainda estaria para acontecer.

Passaram-se 17 anos e aquilo que sinto é que o mundo não aprendeu nada com o 11 de Setembro de 2001. Penso mesmo que 17 anos depois, o mundo ainda consegue estar pior do que estava.

De acordo com Mia Couto “Na guerra, os pobres são mortos. Na paz, os pobres morrem”. Alargo o conceito de pobreza e à material, junto-lhe a pobreza de espírito que acrescida de uma ganância sem limites transformou o nosso mundo num local onde todos nos temos vindo a tornar cada vez mais pobres, incluindo aqueles que têm um grande desafogo material e isso aproxima-nos da morte, senão da física, certamente de uma que nos impede de reconhecer aquilo que nos rodeia.

Esta pobreza generalizada tem sido provocada por uma violência gratuita cada vez mais frequente e onde praticamente tudo se permite a todos e quase sem o percebermos, vamos assistindo a uma vitória da ignorância sobre a educação. É essa a minha mais profunda convicção. Vitória da ignorância, alimentada pela intolerância, pelo terrorismo, pela corrupção, pela política, pela religião, pelo medo.

Ainda há exceções, é certo, mas esta tem sido a norma e temo que a força de contágio da sua toxicidade contamine o que ainda falta contaminar. Além do mais, como referi anteriormente, estamos a assistir a uma vitória da ignorância sobre a educação e, sinceramente, neste domínio, não observo alterações que me deixem otimista. Até porque é preferível continuar a repetir a receita dos opiáceos sociais que nos adormecem focando-nos no acessório e desviam a atenção daquilo que devia ser prioritário.

Regressando ao 11 de Setembro de 2001, aqueles que lá perderam a vida mereciam que os homenageássemos com a construção de um mundo melhor. Na prática, um mundo bem diferente daquele que existe hoje.

É gestor e trabalhar com pessoas, contribuir para o seu crescimento e levá-las a ultrapassar os limites que pensavam que tinham é a sua maior satisfação profissional. Gosta do equilíbrio entre a família como porto de abrigo e das “tempestades” saudáveis provocadas pelos convívios entre amigos. Adora o mar, principalmente no Inverno, que utiliza, sempre que possível, como profilaxia natural. Nos tempos livres gosta de “viajar” à boleia de um bom livro ou de um bom filme. Em síntese, adora desfrutar dos pequenos prazeres da vida.

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