João Matias vence terceira etapa ao sprint, Rafael Reis recupera liderança. Foto: Pedro Correia / Global Imagens)

O ciclista português João Matias venceu hoje ao sprint a terceira etapa da Volta a Portugal, o terceiro triunfo seguido da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, com Rafael Reis (Glassdrive-Q8-Anicolor) a reassumir a liderança da geral.

Matias, que em 2022 venceu duas etapas, somou hoje mais uma ao impor-se na tirada de 191,8 quilómetros entre Sines e Loulé, que completou ao cabo de 4:49.11 horas, à frente do espanhol Óscar Pelegri (Burgos-BH), segundo, e Luís Mendonça (Glassdrive-Q8-Anicolor), terceiro.

Nas contas da geral, Rafael Reis recuperou o primeiro lugar, dada a quebra do venezuelano Leangel Linarez (Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua), agora com dois segundos de vantagem sobre João Matias, segundo, e quatro segundos face ao alemão Lukas Meiler (Vorarlberg), que é terceiro

No domingo, a quarta etapa liga Estremoz a Castelo Branco em 184,5 quilómetros, com três metas volantes e três subidas de montanha categorizadas, todas de terceira categoria: Monte Paleiros, Serra de São Miguel e Retaxo.

Matias voltou a ser sprinter principal e conquistou o ‘tri’ para a Tavfer

Nuno Meireles ainda sonhou com ‘oferecer’ à Aviludo-Louletano-Loulé uma vitória em ‘casa’, mas foi João Matias a conquistar a terceira etapa consecutiva para a Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua na 84.ª Volta a Portugal em bicicleta, novamente liderada por Rafael Reis.

Palavras não chegam para descrever o calor sufocante sentido hoje da travessia do Alentejo rumo ao Algarve, nem para elogiar a estratégia da equipa de Mortágua, que ‘abdicou’ da perseguição à fuga na qual seguia Meireles para ‘obrigar’ outros a trabalhar e, quando o camisola amarela Leangel Linarez ‘estourou’ na aproximação à meta, entregou a tarefa de sprintar a João Matias, saindo de Loulé com o pleno nas três etapas em linha já disputadas.

Um dos grandes protagonistas da passada edição, o ‘pistard’ de Roriz, de 32 anos, mudou rapidamente o ‘chip’, depois de nas duas tiradas anteriores ter sido o lançador do venezuelano, e assumiu o papel de sprinter principal para somar a terceira vitória em etapas na Volta, diante do espanhol Óscar Pelegrí (Burgos-BH) e de Luís Mendonça (Glassdrive-Q8-Anicolor), subindo ainda a segundo da geral, atrás de Rafael Reis (Glassdrive-Q8-Anicolor), outra vez dono da amarela.

“Antes de mim, está a equipa. […] A verdade é que levamos três em três e estamos supercontentes. Ainda para mais, podermos vencer os dois é muito positivo”, notou Matias, vencedor em Loulé após asfixiantes 04:49.11 horas na estrada.

Em dia de calor extremo, e de regresso da prova ao Algarve após cinco anos de ausência, Nuno Meireles assumiu a função de tentar levar as cores da Aviludo-Louletano-Loulé Concelho com sucesso até à cidade-sede da sua equipa, em ano de centenário do Louletano Desportos Clube, saltando para a frente de corrida nas primeiras pedaladas dos ‘proibitivos’ 191,8 quilómetros desde Sines.

Para atravessar o Alentejo, o português teve a companhia dos neerlandeses Wesley Mol (Bike Aid), omnipresente nas fugas desde a primeira tirada em linha, e Lars Quaedvlieg (Universe Cycling), com a iniciativa a ter a ‘bênção’ da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua, que permitiu que o trio alcançasse uma vantagem superior a 10 minutos.

A suposta ‘apatia’ da equipa do camisola amarela Leangel Linarez – com o cunho do cérebro calculista de Gustavo Veloso – ‘obrigou’ a Caja Rural, do então segundo classificado Daniel Babor, a assumir a perseguição, com a diferença a cair abruptamente à medida que a chegada foi ficando mais perto.

A 35 quilómetros da meta, a vantagem estava reduzida a três minutos e à entrada dos derradeiros sete, numa altura em que o venezuelano da Tavfer-Ovos Matinados-Mortágua era ‘derrotado’ pela contagem de montanha de quarta categoria da Cruz da Assumada, a fuga (e o sonho de Nuno Meireles) acabou.

“Na reunião de hoje, foi dito para eu integrar a fuga do dia, porque teria fortes possibilidades de discutir a etapa. Foi isso que fiz. Acreditei, mas infelizmente fomos alcançados […] A verdade é que acreditávamos os três que a fuga poderia vingar”, lamentou, confessando ter-se arrepiado nos últimos quilómetros com a hipótese de ganhar em Loulé, na véspera de cumprir 32 anos.

Mas hoje o dia era de Matias, e também de Rafael Reis, que, após uma jornada de ‘descanso’, voltou a liderar a geral.

“Vamos ver o que vamos fazer. O João Matias está bastante perto, é dos favoritos à etapa de amanhã [domingo]. Nós temos de poupar a equipa para a etapa de segunda-feira”, argumentou o palmelense, que tem o terceiro classificado, o alemão Lukas Meiler (Voralberg), a quatro segundos.

O favoritismo de Matias, constatado pelo ciclista da Glassdrive-Q8-Anicolor, é evidente, já que no ano passado venceu em Castelo Branco, onde no domingo terminam os 184,5 quilómetros desde Estremoz.

Agência de Notícias de Portugal

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *