O ato de consignação assinado no dia 31 de janeiro confirma o avanço em breve da obra de saneamento nas localidades de Limeiras e Matos. Foto: mediotejo.net

Foi assinado esta segunda-feira, dia 31 de janeiro, o ato de consignação para adjudicação de uma obra há muito esperada e que vai levar saneamento básico até às localidade de Matos e Limeiras, na freguesia de Praia do Ribatejo. Em causa está um investimento de mais de um 1 milhão de euros que vai contemplar 281 alojamentos e elevar a taxa de cobertura em saneamento básico do concelho de Vila Nova da Barquinha para os 97%. O início das obras está previsto para a próxima semana.

Depois de em 2019 ser concluído o sistema de saneamento na localidade de Madeiras (que liga à ETAR de Praia do Ribatejo), a rede de saneamento vai agora ser expandida às localidades vizinhas de Matos e Limeiras, que vão ligar ao sistema de Madeiras através de três estações elevatórias, numa empreitada que foi adjudicada à empresa Lusosicó Construções S.A, e cujo valor total é de 1.148.000,00€, financiado em 85% por fundos comunitários e em 15% pela Tejo Ambiente. O projeto ficou a cargo da Câmara Municipal.

As previsões apontam para que as obras tenham início já para a próxima semana e que fiquem concluídas até ao último trimestre do ano, naquele que é o sistema de saneamento da zona norte de Praia do Ribatejo, freguesia que “bem merece, depois de tantos anos à espera desta infraestrutura”, disse ao nosso jornal Fernando Freire, presidente da autarquia de Vila Nova da Barquinha. 

No ato estiveram presentes colaboradores e representantes da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha, da Tejo Ambiente e da Lusosicó. Foto: mediotejo.net

José Pimenta, presidente da junta de freguesia de Praia do Ribatejo, disse que esta é uma obra importante para Limeiras, mesmo que não vá abranger nesta fase todas as ruas da localidade. “Esperemos que futuramente venha a abranger as restantes ruas das Limeiras e o Cafuz e vamos ver se o saneamento chega então ao 100% na nossa freguesia que é um bem de todos nós”, referiu.

ÁUDIO | Fernando Freire, presidente CM VN Barquinha:

Para Fernando Freire, 97% de cobertura de saneamento é “um marco notável”, mas escusa-se a fazer comparações com outros concelhos, uma vez que “as realidades são o que são”.

Para o edil, a zona nascente do concelho, com uma densidade populacional contínua e um espaço confinante em termos urbanísticos, facilita as infraestruturas, quer no que diz respeito a rede de saneamento como também de águas, comunicações ou eletricidade.

Referindo que o espaço urbano de Vila Nova da Barquinha, Moita do Norte, Cardal e Atalaia, é “importantíssimo para uma harmonização e uniformização em termos de sistema de redes”, Fernando Freire diz que na Praia do Ribatejo o saneamento aconteceu mais tarde, e que está a acontecer agora, mas que a Praia nunca é esquecida, relembrando inclusive que esta tinha sido uma promessa que tinha assumido no seu compromisso eleitoral.

Depois da localidade de Madeiras em 2019, a rede de saneamento estende-se agora até Limeiras. Foto: Pérsio Basso

O município, conforme referiu o seu presidente, não quer ficar por aqui, e após também já ter resolvido os problemas que existiam na zona de Tancos – através da colocação de um hidropressor com um valor a rondar os 20 mil euros – já aponta para o próximo ano ou para o início de 2024 a resolução do problema na zona norte de Atalaia, onde existem ainda alguns agregados populacionais que não estão ligados à rede de saneamento.

“Mas este é de facto é um projeto significativo, até pelos valores envolvidos”, notou Fernando Freire, tendo sublinhado o contributo dado para a questão ecológica e ambiental.

Já alcançar a marca dos 100% de cobertura é “impossível” e “utópico”, devido a pessoas que não se querem ligar ao sistema de rede e a situações “complexas”, como acontece na localidade de Cafuz, devido à sua constituição urbanística.

Aliás, algumas localidades, como no caso de Laranjeira, não foram abrangidas na totalidade pela rede de saneamento, com algumas casas a não serem ligadas à rede devido à dispersão urbanísticas dos locais, o que já levou inclusive ao protesto de algumas pessoas pela não inclusão das suas habitações.

Para colmatar estas falhas existem sempre outras soluções, relembrou o autarca, como as fossas sépticas, que estão também “perfeitamente dentro da legalidade” e que permitem depurar e transmitir alguma sustentabilidade em termos ambientais.

“O que importa de facto é as grandes populações, ou seja, os grandes agregados urbanos serem canalizados para tratamento, os outros estamos a falar de pontos residuais que não afetam minimamente os ecossistemas”, conclui Fernando Freire.

Notícia Relacionada:

VN Barquinha | Novos investimentos vão elevar para 97% cobertura de saneamento básico (C/VIDEO)

Rafael Ascensão

Licenciado em Ciências da Comunicação e mestre em Jornalismo. Natural de Praia do Ribatejo, Vila Nova da Barquinha, mas com raízes e ligações beirãs, adora a escrita e o jornalismo.

Entre na conversa

1 Comentário

  1. Seria bom de referir que a Laranjeira não ficou com saneamento básico e que iremos ficar entre as Madeiras e Limeiras sem saneamento… isso ninguém refere… não chegaram ao fundo da rua! Uma idiotice! De certeza que nas outras freguesias do Concelho não deixariam isso acontecer! De Tancos à Atalaia merecem tudo!

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado.