Paulo Constantino, fundador do movimento ambientalista e um dos porta-voz do proTEJO. Foto: mediotejo.net

O proTEJO – Movimento pelo Tejo interpôs um recurso hierárquico ao ministro do Ambiente da decisão favorável condicionada relativa à Declaração de Impacte Ambiental (DIA) do projeto “Aeroporto do Montijo”, requerendo a anulação administrativa da decisão.

Em comunicado, o movimento ambientalista refere que “a destruição das zonas húmidas será real, dificilmente controlável e irreversível estando em causa a qualidade e o futuro da Reserva Natural do Estuário do Tejo” e critica a decisão de viabilizar este projeto.

Segundo o proTEJO, o processo de Avaliação de Impactes Ambientais “apresenta várias desconformidades”, como a “obrigatoriedade de realização de uma Avaliação Ambiental Estratégica para a solução de mobilidade internacional e aeroportuária para Lisboa, que considerasse os impactes ambientais e as externalidades negativas, nomeadamente na saúde humana e na conservação da biodiversidade”, o que justifica o recurso hierárquico ao ministro João Pedro Matos Fernandes.

O movimento ambientalista dá ainda conta que elegeu no domingo as novas unidades organizacionais para o biénio 2020-2022, e que aprovou os nomes de Ana Brazão (GEOTA), Ana Silva (Eco Cartaxo), José Moura (Movimento Urânio em Nisa Não) e Paulo Constantino (fundador proTEJO) como novos porta-vozes, um reforço que confere uma “mais ampla distribuição ao longo de toda a bacia do Tejo”.

.O presidente do Conselho Consultivo é João Mexia Machado, José Sequeira Lousa preside à mesa do Conselho Deliberativo e tem como vice-presidente Pedro Sousa Triguinho e Arlindo Consolado Marques como secretário.

O movimento proTEJO avança ainda que centrará a sua atuação durante o ano de 2020 na “mobilização e sensibilização dos cidadãos da bacia do Tejo para a defesa de um rio Tejo livre de açudes e com dinâmica fluvial adequada à preservação dos fluxos migratórios das espécies piscícolas e ao usufruto das populações ribeirinhas”.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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