Imagem Ilustrativa. Foto: DR

A abertura da primeira fase do Bark – Biopark Barquinha, prevista para meados de 2021, vai ser atrasada devido à pandemia de COVID-19, anunciaram os promotores.

“Com o a nova pandemia de COVID-19 a afetar diversas áreas da vida de cada pessoa a nível mundial, e com a nova possível declaração de emergência em Portugal, todo o trabalho que está a ser feito para a realização do Bark vai também ser afetado. Isto significa que a nossa data de abertura irá ser atrasada”, explicam numa nota publicada nas redes sociais.

Nesta altura a equipa do Bark estava a preparar respostas a questões colocadas pela CCDR – Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional  sobre o impacto ambiental do projeto, mas “com o todas as alterações” os promotores ficam “sem saber qual será o impacto sobre o projeto neste momento imediato, levando à decisão de adiamento da abertura”.

Outro fator é que, a nível internacional, o transporte de animais selvagens também se encontra restrito em certas áreas e com a possibilidade de transmissão de humano para certas espécies, não é aconselhável o seu transporte.

Na nota assinada pelo investidor e biólogo João Rodrigues, anuncia-se que assim que houver uma antevisão da nova data de abertura será tornada pública, “mas o principal neste momento é manter todos seguros”.

“A nível pessoal, como o fundador e cabeça do projeto, eu devo dizer que tenho estado a trabalhar nele nos últimos 7 anos, agregado ao fator de ter 20 anos de aprendizagem sobre o meio, e não deixarei de o parar por uma pandemia”, assegura.

O Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha mostra-se preocupado com este adiamento que acontece também com outros investimentos previstos para o Parque de Negócios.

“Isto vai atrasar tudo, vai complicar tudo e de que maneira”, desabafou Fernando Freire, referindo-se ao impacto que vai ter a pandemia nos projetos que estavam em marcha no seu concelho, na região e a nível nacional.

O autarca reconhece que nesta fase a prioridade vai para o socorro às populações em termos de saúde, atrasando-se os processos administrativos, os financiamentos e tudo o que tenha a ver com investimentos.

O BARK tem como preocupações principais a conservação e a reprodução de espécies em vias de extinção. O projeto prevê ter 260 espécies animais numa primeira fase, metade das quais em vias de extinção, com potencial para chegar às três mil espécies diferentes. Foto: DR

Chama-se BARK o bioparque projetado para nascer em Vila Nova da Barquinha, com mais de 250 animais distribuídos por 43 hectares, em diferentes habitats, num investimento de 70 milhões de euros, revelou o promotor do investimento.

O projeto BARK – Biopark Barquinha, pensado como “centro de conservação de espécies em vias de extinção, deverá criar 150 postos de trabalho diretos e receber 450 mil visitantes no primeiro ano” de abertura ao público, que já não será em 2021, como previsto.

Pensado também como centro de conhecimento, o BARK pretende juntar a investigação científica com o desenvolvimento de programas ambientais e, segundo o empresário João Paulo Rodrigues, natural de Abrantes, “será o primeiro no país, segundo na Europa e quinto no mundo aberto à noite”.

Com abertura prevista em 2021, agora adiado devido ao surto do novo cronovírus, o projeto tem um investimento global de 70 milhões de milhões de euros e vai acolher, numa primeira fase, 260 espécies animais, revelou ainda o promotor.

“Provenientes de centros de reprodução e parques semelhantes, metade estão ameaçadas de extinção”, pode ler-se na mesma informação, sendo que o arranque do BARK vai apostar em quatro habitats: Arquipélago Indonésio, Pantanal, Peneda-Gerês e Savana Africana.

O Biopark Barquinha terá ainda vários equipamentos de apoio ao visitante como um hotel de quatro estrelas com 130 quartos, um restaurante com 300 lugares sentados, um centro pedagógico e 397 lugares de estacionamento.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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