Queremos acreditar que esta época é propícia a milagres e no passado sábado, 19, o desejo realizou-se na Igreja Matriz de Vila Nova da Barquinha. A atuação do Grupo Coral de Tancos e da Orquestra Sinfonietta Almourol, dirigidos pelo maestro Pedro Correia, encantou todos os presentes e a chuva à saída confirmou que “concerto molhado é concerto abençoado”.

Santo António, o orago da Igreja Matriz de Vila Nova da Barquinha, assistiu do alto ao “Natal Sinfónico”, o concerto do Grupo Coral de Tancos e da Orquestra Sinfonietta Almourol. A batuta de Pedro Correia guiou com mestria mais de meia centena de cantores e músicos que brindaram o público com temas alusivos à quadra festiva, gerando uma certeza momentânea de que os milagres acontecem.

As nove badaladas deram início a três horas em que o divino e o profano se misturaram. Pela nave da igreja ecoaram peças musicais compostas nos últimos quatro séculos (XVII a XX), integradas num programa diversificado com sons clássicos e melodias modernas. A Wagner, D. João IV e Mendelssohn juntaram-se as canções “Jingle Bells”, “Joy to the world” e “Let it snow”.

Neste 201º concerto do Grupo Coral de Tancos, os tenores António Fonseca e César Cipriano, a soprano Lídia Correia, a alto Belmira Lopes e Pedro Correia, maestro há duas décadas, foram homenageados pela sua dedicação. A ovação do público confirmou o reconhecimento pelo contributo de cada um no crescimento do grupo que celebrou este ano o seu 30º aniversário.


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Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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