O Comandante da 5.ª Força Nacional Destacada Conjunta disse hoje estar tudo preparado para a nova missão na República Centro-Africana (RCA), destacando a "experiência" de muitos dos militares que vão partir para aquele país em março. Foto: BRR

O Comandante da 5.ª Força Nacional Destacada Conjunta disse na quinta-feira, em Tancos, Vila Nova da Barquinha, estar tudo preparado para a nova missão na República Centro-Africana (RCA), destacando a “experiência” de muitos dos militares que vão partir para aquele país em março.

“Quase 50% da força já esteve naquele teatro de operações, estão a repetir a missão, e temos o grupo preparado”, disse aos jornalistas o tenente-coronel Rui Moura em Vila Nova da Barquinha, no âmbito do exercício final de aprontamento ‘Bangui 191′, em que participaram cerca de duas centenas de militares da Brigada de Reação Rápida (BRR).

Questionado sobre o cenário que vão encontrar e a importância da experiência de muitos dos militares que incorporam a força, Rui Moura explicou: “é rigoroso, exigente e é importante que tenhamos conhecimento do que vamos lá encontrar”.

Tenente Coronel Rui Moura, Comandante da 5.ª Força Nacional Destacada Conjunta. Foto: mediotejo.net

A missão, prosseguiu, é igual em termos de proteção de civis, e semelhante, na “constituição da força”, sendo que os militares portugueses “podem ser projetados para qualquer parte do país”.

O exercício, que decorre desde terça-feira e se prolonga até sexta-feira, dia 01 de fevereiro, tem como objetivo “treinar, avaliar e validar” a 5.ª Força Nacional Destacada Conjunta para o desempenho das tarefas que lhe forem cometidas durante a sua missão no teatro de operações da República Centro-Africana, a desenrolar-se a partir do dia 06 de março e durante seis meses.

Exercício final de aprontamento ‘Bangui 191′ decorre até 1 de fevereiro em Vila Nova da Barquinha. Foto: BRR

“No dia 20 de fevereiro será efetuado o envio dos primeiros 30 militares para o teatro de operações, com um destacamento avançado e de reconhecimento, sendo que o grosso da força segue no dia 06 de março”, disse o Comandante da 5.ª Força Nacional Destacada para a RCA, tendo destacado que “a missão principal é a “proteção da população e tentar providenciar as melhores condições de vida e de segurança a essa população”.

Constituída por 180 militares, na sua maioria do Regimento de Comandos, a força mista, nas suas diversas categorias, será empregue a partir de março como Força de Reação Rápida da MINUSCA (Missão Multidimensional Integrada de Estabilização das Nações Unidas na República Centro-Africana).

O exercício ‘Bangui 191′ culmina um trabalho de aprontamento iniciado há cerca de seis meses e, além de uma visita ao aquartelamento de exercício da Força, proporcionou o visionamento de um incidente criado no campo de futebol de Atalaia, em Vila Nova da Barquinha, para aplicação das técnicas táticas e procedimentos a efetuar em resposta à simulação de um ataque a um campo de refugiados.

Militares destacam experiência adquirida antes de nova missão na República Centro Africana. Foto: BRR

“Tivemos um treino exigente, rigoroso e o mais próximo possível da realidade, de modo a conseguirmos preparar os nossos militares para os desafios que se avizinham”, notou Rui Moura, comandante do batalhão de comandos e da 5.ª Força Nacional Destacada para a RCA.

Portugal está presente na RCA desde o início de 2017, no quadro da MINUSCA.

As atividades deste exercício decorrem até sexta-feira em quase toda a extensão do território de Vila Nova da Barquinha, como sejam o Campo de Futebol da Atalaia, o Complexo Desportivo da Moita do Norte, junto das Piscinas, o Parque Ribeirinho e Centro Cultural, em Vila Nova da Barquinha, a Zona norte da freguesia de Tancos, o Polígono Militar de Tancos – Norte do Castelo de Almourol, e a região a este da Pista de Aviação de Tancos. Foto: BRR

No início de setembro, o major-general do Exército Marco Serronha assumiu o cargo de 2.º comandante da MINUSCA, que já sofreu 75 mortos desde que foi criada, em 2014.

Atualmente no terreno, aquela que já é a 4.ª Força Nacional Destacada Conjunta no país é composta por 180 militares (177 do Exército e três da Força Aérea) e iniciou a missão em 05 de setembro. Outros seis militares do Exército português integram o comando da missão das Nações Unidas.

Portugal também integra e lidera a Missão Europeia de Treino Militar-República Centro-Africana (EUMT-RCA), comandada pelo brigadeiro-general Hermínio Teodoro Maio.

Na EUTM-RCA, que está empenhada na reconstrução das forças armadas do país, Portugal participa com um total de 53 militares (36 do Exército, nove da Força Aérea, cinco da Marinha e três militares brasileiros).

Agência Lusa

Agência de Notícias de Portugal

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *