A tradição do Dia da Unidade do Regimento de Paraquedistas, assinalado anualmente a 23 de maio, voltou a cumprir-se com o regresso de milhares de boinas verdes a Tancos. O quartel abriu as portas para receber militares e ex-militares num dia de reencontros marcado pela cerimónia oficial, presidida pelo Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas, Almirante Silva Ribeiro, e o convívio recheado de memórias e petiscos vindos de todo o país.
A tradição do Dia da Unidade do Regimento de Paraquedistas voltou a cumprir-se a 23 de maio com o regresso de milhares de boinas verdes a Tancos, no concelho de Vila Nova da Barquinha, para matarem saudades dos tempos em que ali cumpriram serviço militar.
Os autocarros foram chegando ao início da manhã, estacionando junto aos muitos carros e motas que já se encontravam no descampado contíguo ao quartel e próximo do portão que dava acesso à zona da Parada Alferes Paraquedista Mota da Costa, onde decorreu o ponto alto do programa oficial, a cerimónia militar.

As bancadas não chegaram para receber quem quis assistir aos discursos, condecorações e demonstrações no interior do quartel durante a cerimónia presidida pelo Chefe de Estado-Maior-General das Forças Armadas. O Almirante Silva Ribeiro foi recebido pelo Comandante do Regimento de Paraquedistas, Hilário Peixeiro, e esteve ladeado pelo presidente da Câmara Municipal, Fernando Freire, na tribuna de honra.
O programa comemorativo continuou com iniciativas até ao final da tarde. No entanto, antes do final anunciado para as 17h30 houve tempo para o outro ponto alto deste Dia da Unidade do Regimento de Paraquedistas, que torna o evento único, o almoço recheado de memórias e petiscos dos militares e ex-militares vindos de todo o país.
Os reencontros mais efusivos surgem neste ambiente de festa, que contrasta com a formalidade da cerimónia oficial e durou até ao momento em que se guardaram as novas memórias junto das antigas, com a promessa de regressar daqui a um ano. O ponto de encontro mantém-se, é o local onde há mais de meio século se ouve “Que nunca por vencidos se conheçam”.
