Entre 8 de fevereiro e 29 de março, Vila Nova da Barquinha acolhe o XXVI Mês do Sável e da Lampreia. Foto: DR

Banhado por três rios – O Tejo, a sul, o Nabão, a Norte, o Zêzere, a Este – o município de Vila Nova da Barquinha tem no peixe do rio a sua principal fonte de sabores, sendo que a XXV Mostra Gastronómica do Sável e da Lampreia está a decorrer desde fevereiro e até ao dia 31 de março tendo como principal objetivo “promover a cozinha típica e tradicional, e dinamizar o turismo e a economia local” deste município ribeirinho.

Iguarias como Açorda de Sável e Arroz de Lampreia, entre outras receitas tradicionais, estão a ser servidas à mesa dos restaurantes aderentes, na altura do ano em que se podem degustar estas espécies, por força do ciclo de arribação, num concelho cuja história está intimamente ligada à atividade piscatória.

Os visitantes que degustem nos restaurantes aderentes poderão ganhar bilhetes para passeios de barco ao Castelo de Almourol e ao Centro de Interpretação Templário (CITA), revisitando ou ficando a conhecer um monumento de referência na região e no país, com um património arquitetónico e paisagístico que lhe conferem o título de Monumento de Interesse Nacional, e agora já com os conteúdos museológicos disponíveis para os turistas e com a ilha de Almourol recentemente requalificada (1 bilhete por dose, sendo a promoção válida apenas ao fim de semana).

A XXV edição do Mês do Sável e da Lampreia realiza-se até ao dia 31 de março nos restaurantes aderentes: Stop (Atalaia), Almourol (Tancos), Ribeirinho (VN Barquinha), Loreto (VN Barquinha), Tasquinha da Adélia (VN Barquinha), Trindade (Moita do Norte), (Soltejo (VN Barquinha), e Chico, este último em Praia do Ribatejo.

O arroz de lampreia e o sável frito com açorda são pratos comuns a todos os restaurantes, no âmbito deste festival gastronómico cujas ementas apresentam ainda outras sugestões para o palato e degustação, como o ensopado de lampreia ou as espetadas de lampreia, para além do sável, frito ou grelhado e escalado. Bom apetite!

Sónia Leitão

Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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