João Martins assume presidência da Amnistia Internacional - Portugal. Foto: Amnistia

Num momento em que é crucial que Portugal tenha um Governo e um Parlamento empenhados em colocar os direitos humanos no centro das suas ações e decisões políticas na legislatura que se vai iniciar, João Martins considera que “o crescimento em Portugal de forças antidemocráticas  acompanhado pelo aumento dos discursos de ódio e da discriminação, é um sinal de alerta claro de que a liberdade de expressão e a igualdade continuam a ser direitos profundamente ameaçados”.

De acordo com João Godinho Martins, “o mundo precisa da Amnistia Internacional e Portugal precisa de uma Secção forte, dinâmica e impactante”. O novo diretor-geral afirma, citado em nota informativa:

“Vivemos num mundo cada vez mais injusto e desigual, onde todos os dias assistimos a graves violações dos direitos humanos, à deterioração de instituições internacionais e à extrema impunidade com que estados e multinacionais se movimentam para alcançar os seus objetivos”.

“Vivemos num mundo cada vez mais injusto e desigual, onde todos os dias assistimos a graves violações dos direitos humanos, à deterioração de instituições internacionais e à extrema impunidade com que estados e multinacionais se movimentam para alcançar os seus objetivos”

João Godinho Martins

O novo diretor-geral da Amnistia Internacional – Portugal é um defensor de causas humanitárias e dos direitos humanos, com experiência em diplomacia humanitária e gestão de operações humanitárias em zonas de conflito.

João Godinho Martins regressa a Portugal após mais de uma década de atuação internacional, durante a qual liderou missões humanitárias em contextos de elevada complexidade, incluindo Ucrânia, Líbano, Iémen, República Democrática do Congo e Angola.

Nos últimos dois anos estabeleceu-se em Bruxelas onde integrou a Comissão Europeia, desempenhando um papel ativo no desenho de políticas de acesso humanitário e no reforço das relações estratégicas da União Europeia com o Comité Internacional da Cruz Vermelha.

Natural de Vila Nova da Barquinha, possui formação em Economia e um mestrado em Cooperação e Desenvolvimento, tendo também completado cursos especializados em empreendedorismo social e operações de paz. Fala fluentemente português, inglês, francês e espanhol.

O jornal mediotejo.net entrevistou João Martins em 2020, na qualidade de coordenador de emergências da organização Médicos Sem Fronteiras. Na ocasião encontrava-se na República Democrática do Congo no combate ao maior surto de sarampo do mundo e que matou, só em 2019, mais de 6.000 pessoas. A todas as dificuldades juntavam-se, na ocasião, os primeiros casos de Covid-19. Recuperamos a entrevista (abaixo).

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A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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