Isabel Rilvas festejou 90 anos com salto em queda livre. Foto: Alexandre Brogueira e Serrano Rosa

Isabel Rilvas assinalou o seu 90º aniversário com um salto tandem, a uma altura de cerca de 3 mil metros, a partir do aeródromo de Tancos, numa aeronave do Para Clube os Boinas Verdes. A primeira mulher piloto acrobata na Península Ibérica não perdeu, aos 90 anos, a vontade de voar, tendo saltado em queda livre com o instrutor Paulo Mendes e com o apoio de um paraquedas desenvolvido para suportar duas pessoas.

O salto tandem é uma variação do paraquedismo tradicional, onde saltam duas pessoas: um instrutor, com bastante experiência, e um passageiro, normalmente um novato, o que não foi o caso ocorrido a 4 de janeiro, em Tancos, Vila Nova da Barquinha. O salto é realizado em queda livre, normalmente a uma altura de 3.000 a 4.000 metros, com o passageiro agarrado por uma armação tandem ao instrutor, o qual utiliza um paraquedas desenvolvido exclusivamente para suportar duas pessoas.

Isabel Manuela Teixeira Bandeira de Melo (Isabel Rilvas) nasceu em Lisboa, a 8 de janeiro de 1935, e, no dia 4 de janeiro, em vésperas de completar 90 anos, decidiu fazer um salto de tandem.

Isabel Rilvas é uma referência nacional, tendo sido a primeira mulher piloto acrobata na Península Ibérica, competindo em vários festivais da modalidade ao comando de diversos aviões, como o Cessna, o Tiger Moth, o Piper Super Cruiser ou o Colt.

Em outubro de 1955 obteve o brevê “C” de planador, sendo a segunda mulher portuguesa a consegui-lo, e a 2 de julho de 1960, em Alverca, bateu o recorde nacional de permanência no ar em voo sem motor: uma hora e quinze minutos.

Isabel Rilvas festejou 90 anos com salto em queda livre. Foto: Alexandre Brogueira e Serrano Rosa

Com um currículo impressionante, como pode constatar AQUI, Isabel Rilvas foi a principal impulsionadora do surgimento das enfermeiras paraquedistas em Portugal.

A experiência de trabalho nas rádios locais despertaram-no para a importância do exercício de um jornalismo de proximidade, qual espírito irrequieto que se apazigua ao dar voz às histórias das gentes, a dar conta dos seus receios e derrotas, mas também das suas alegrias e vitórias. A vida tem outro sentido a ver e a perguntar, a querer saber, ouvir e informar, levando o microfone até ao último habitante da aldeia que resiste.

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