A exposição “100 anos da Grande Guerra e a Luta pela Paz” foi inaugurada esta quinta-feira, dia 28, na Galeria de Santo António. A iniciativa resulta de uma parceria entre o Conselho Português para a Paz e Cooperação e três municípios com o objetivo dar a conhecer a participação portuguesa neste conflito bélico e os seus efeitos na História do país.
A exposição alusiva ao centenário da Primeira Grande Guerra foi projetada e elaborada pelo Conselho Português para a Paz e Cooperação em conjunto com os municípios de Constância, Vila Nova da Barquinha e Loures devido à ligação destes com o CEP – Corpo Expedicionário Português, a primeira força militar enviada por Portugal para a frente de batalha. Dez painéis contextualizam historicamente a preparação e mobilização dos soldados, a guerra nas trincheiras, os efeitos do conflito e a sua justificação.
No Médio Tejo destaca-se a associação de Vila Nova da Barquinha ao chamado “Milagre de Tancos”, que envolveu o treino de cerca de 20.000 soldados no Campo Militar de Tancos, entre abril e julho de 2016, e ao nome de António Gonçalves Curado, natural do concelho, que foi o primeiro português morto em França. No concelho de Constância foi simbolizado o êxito da preparação militar com a realização da grande Parada de Montalvo de 22 de julho de 1916, na qual estiveram presentes os mais altos representantes da nação.

Ambos os municípios estiveram representados na inauguração pelos respetivos presidentes de câmara, Fernando Freire e Júlia Amorim, ao lado de Ilda Figueiredo, presidente da Direção do Conselho Português para a Paz e Cooperação, e Carlos Vicente, responsável pela coordenação da exposição em Vila Nova da Barquinha.

Em declarações ao mediotejo.net, Fernando Freire descreveu a iniciativa como o “primeiro ato do centenário do Corpo Expedicionário Português” que a autarquia pretende “perpetuar com vários eventos”, sem esquecer o soldado barquinhense morto na frente de batalha e que se encontra sepultado no concelho, no Monumento aos Mortos da Grande Guerra.

Quando questionado sobre o papel desta exposição alusiva à paz num município com forte ligação ao conflito bélico de 1914-1918, o presidente da autarquia salientou que o contrassenso é aparente pois, apesar da faceta beligerante dos países, “a paz e a defesa dos povos é intrínseca ao seu pulsar”. Para Fernando Freire, se a atuação militar for controlada e “sem o intuito de conquistar outros territórios”, nomeadamente através das missões de paz, defende-se a pátria e reconstroem-se países.
A exposição pode ser visitada até ao dia 20 março de terça a sexta feira (11h00-13h00 / 15h00-19h00) e aos sábados (15h00-20h00). A entrada é livre.
