No âmbito da preparação da Estratégia de Desenvolvimento Local 2030, a ADIRN – Associação para o Desenvolvimento Integrado do Ribatejo Norte, com o apoio do Município de Vila Nova da Barquinha, realizou no Auditório Municipal, no Centro Cultural, uma iniciativa onde foram discutidas e preparadas algumas ideias, de abordagem territorial.
“Os bons exemplos são para seguir, saber até que ponto no âmbito da cooperação, e também no tempo empresarial, quais são os tipos de investimento que são possíveis e quais as respetivas gavetas em que é possível alocar investimento. De facto, a nossa preocupação também é arranjar uma estratégia de investimento para o nosso território”, disse Fernando Freire, autarca de Vila Nova da Barquinha.

“Os empresários não tem a facilidade, nomeadamente junto dos órgãos governamentais, que um autarca tem. Esta é a realidade pura e dura, e no âmbito do gabinete de desenvolvimento local alocar ajudá-los e agilizar procedimentos, para que os financiamentos surjam e se consigam fazer obra no nosso território”, sublinhou o presidente da autarquia, relembrando que o papel da Câmara é também ajudar os empresários.
Jorge Rodrigues, coordenador geral da ADIRN, associação que trabalha o território de seis municípios do Médio Tejo, conta que este tipo de iniciativas trazem “experiências inspiradoras”, para o caminho da Estratégia de Desenvolvimento Local 2030, que está a começar a ser preparada. O coordenador diz que ainda não há verbas, nem projetos conhecidos a nível dos municípios.

“Ainda não foi feito o aviso para a credenciação para o próximo quadro, por isso não temos a informação das verbas para cada uma das associações, sabemos apenas que existe uma verba global, do ministério da agricultura de 140 milhões de euros para todo o país, para todas as associações, o que é manifestamente insuficiente”, referiu Jorge Rodrigues.
A federação está a tentar garantir que existam mais apoios a pequenos projetos. No âmbito dos planos regionais, as associação não são intermediários, o que leva a uma preocupação na celeridade dos processos, particularmente para territórios mais frágeis, que necessitam de uma maior proximidade e abordagem, nomeadamente de apoios ao emprego e as às microempresas.
Contudo, as informações sobre o novo quadro de Estratégia de Desenvolvimento Local são ainda muito poucas, estando a trabalhar-se no âmbito da definição e levantamento de ideias ao nível local.
