Elementos do Executivo Camarário na visita inaugural (Foto: mediotejo.net)

Com uma tarde marcada por alguns pingos de chuva, a Feira do Tejo abriu portas no dia 9, no Parque Ribeirinho de Vila Nova da Barquinha, para cinco dias de intensa atividade, durante os quais o Concelho mostra a sua dinâmica associativa e cultural.

Ao longo da avenida dos Plátanos estão instalados 58 stands, complementados por oito tasquinhas. Ali estão representadas as coletividades, artesãos, Instituições Particulares de Solidariedade Social, unidades militares, escolas, entre outras organizações.

É visível a azáfama dos últimos retoques nos stands e no espaço da feira para que tudo esteja pronto à hora da visita oficial inaugural pelas entidades organizadoras e convidadas.

Antes disso, no palco Santo António desfilaram os quatro ranchos folclóricos que atuaram durante a tarde no festival de folclore.

De seguida foi inaugurada na galeria de arte uma exposição de pintura do artista plástico australiano Sam Abercromby, sobre a temática do Sebastianismo. Pode ser visitada até 16 de setembro.

Daqui, a comitiva liderada pela representação da Câmara seguiu para o espaço da feira onde visitou, um a um, todos os stands.

No recinto era notória a presença das emblemáticas Vespas, estacionadas junto ao stand do Vespa Clube de Vila Nova da Barquinha, fundado há 10 anos, motociclos que integram a 16ª Concentração de Vespas.

O recinto da feira regista vários momentos de animação de rua pelo Projeto EZ Fita- Cola que, de forma divertida, interage com as centenas de pessoas ali presentes.

As propostas de atividades são diversificadas no parque ribeirinho, desde yoga a insufláveis, balão de ar a cavalos, entre outras direcionadas para todas as idades.

À noite as atenções vão para os concertos, que têm como principais motivos de atração The Black Mamba (dia 12) e Blaya (dia 13).

Da Feira de Santo António à Feira do Tejo

António Roldão, 83 anos, é uma figura conhecida em Vila Nova da Barquinha e um profundo conhecedor da história do Concelho. Em visita ao certame, refere ao mediotejo.net que o modelo atual da feira nada tem a ver com o tradicional, mudança que tem sobretudo a ver com a evolução da sociedade.

A original Feira de Santo António, conta-nos António Roldão, começou em Tancos, depois passou para Payo de Pelle (Praia do Ribatejo) em contrapartida pelo fim da passagem portajada pela Comenda de Almourol. Era uma feira muito afamada, que juntava vendedores de todo o país. No séc. XIX, a feira mudou para Vila Nova da Barquinha, realizando-se no largo do Rato, assim designado por ali residir a família com esse apelido. Já na segunda metade do século XX, a Câmara optou pela atual localização, mudando-lhe também a designação.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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