Foi no dia 30 de abril de 1971, faz hoje 49 anos, que a rotina militar da Base Aérea de Tancos, Vila Nova da Barquinha, foi quebrada com a colisão em voo dos aparelhos Alouettes III, com os números de cauda 9382 e 9385. Do acidente resultaram cinco vítimas mortais.
Morreram na queda das aeronaves o Coronel Piloto aviador Luís Paiva Vilhena de Mendonça, Comandante da Base, o Major Piloto aviador João Joaquim Moreira de Brito, o Tenente Piloto aviador Eduardo Manuel Pontes Pereira, o 2º Sargento Eletricista José dos Reis, do vizinho concelho de Tomar, e o Aluno Piloto Emanuel de Jesus Cabrita Neto.

Foto: Diário de Lisboa
Em plena guerra nas então Províncias Ultramarinas o acidente mais mortífero aconteceu numa das principais bases do Continente. A Imprensa da época deu grande relevo ao acidente.

Foto: Arquivo Jorge Santiago/mediotejo.net
Sud Aviation Alouette III
Fabricado pela francesa Sud Aviation, mais tarde rebatizada de Aérospatiale, entrou ao serviço da Força Aérea Portuguesa no início de 1958, colmatando uma necessidade que o único Sikorsky H-19 Chickasaw e os sete aparelhos Alouette II nunca conseguiram esconder.
Este famoso helicóptero, cujos serviços se encontravam previstos terminar em 2018, foi um dos aparelhos mais utilizados durante a guerra colonial, servindo em missões de combate, evacuações sanitárias e como meio de transporte de equipas armadas.
Convém ainda realçar o facto de alguns dos aparelhos terem sido equipados com canhão, daí a designação de Heli canhão, envolvendo-se assim em combate direto.

Foto: FAP
A impressionante quantidade de aparelhos utilizados, 142 helicópteros, desde 1963, e os teatros de operações por onde passou traduziu-se, infelizmente, em múltiplos acidentes e até abate em ações de combate.
Somente no corrente ano, com a operacionalização dos helicópteros que o irão substituir – o Agusta Westland AW119 Koala- é que a frota será totalmente desativada.

