A bancada do PS na Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha apresentou na sessão do dia 29 uma moção em defesa do Aeródromo de Tancos que foi aprovada por unanimidade (18 votos).
Os eleitos reconhecem que “as infraestruturas em Tancos estão a perder a sua capacidade e operacionalidade” e, por isso, querem “uma definição política clara e objetiva para esta infraestrutura aeronáutica essencial para a região e para o interior”.
“Queremos a Força Aérea novamente em Tancos até pela sua centralidade e para uso dos meios da Proteção Civil”, lê-se no texto da moção aprovada.
Mas “caso não seja a opção para recolocação da Força Aérea em Tancos se permita a viabilização de forma clara e inequívoca da utilização civil-militar desta infraestrutura”.
Os membros da Assembleia Municipal consideram o Aeródromo de Tancos “um elemento essencial para a coesão do território do Médio Tejo”. E lembram que o Presidente da República defendeu uma meta de cinco anos, até 2023, para resolver o problema das desigualdades entre litoral e o interior, sob pena de o país falhar como um todo.
Além disso, “o Governo no seu programa assumiu, entre os seus objetivos prioritários, a afirmação do interior, e das zonas de baixa densidade como um aspeto central do desenvolvimento económico e da coesão territorial, promovendo uma nova abordagem de aproveitamento e valorização dos recursos e das condições próprias do território enquanto fatores de desenvolvimento e competitividade”.
Considerando esta “uma grande oportunidade para valorizar o interior”, os eleitos decidiram mandatar o Presidente da Câmara “para, junto da administração central, colher os elementos bastantes dos estudos já efetuados sobre o Aeródromo de Tancos”.
