Câmara de Vila Nova da Barquinha. Foto: Faísca dos Reis

Num ano marcado pela pandemia em que não houve lugar a eventos como a Feira do Tejo, em Vila Nova da Barquinha o município terminou 2020 com uma “redução significativa da dívida em perto de 1 milhão de euros”. Na prestação de contas de 2020 feita na reunião de Câmara do dia 10, o presidente da autarquia, Fernando Freire (PS), fez um balanço “muito positivo” do ano em termos de gestão financeira.

“Foi uma gestão rigorosa, hercúlea, em tempos complicados em que, apesar de tudo, foi possível alavancar investimento”, realçou o autarca.

Se por um lado, o município “poupou” verbas com a não realização de alguns eventos, por outro lado, teve despesas acrescidas devido à pandemia, como testes, desinfetantes, máscaras e todo o tipo de equipamentos de proteção individuais.

Nota positiva para a venda quase na totalidade dos terrenos da zona industrial, o que leva a autarquia a ponderar um cenário de ampliação da área.

No documento apresentado ao executivo, Fernando Freire refere que “o Município desenvolveu no ano transato um significativo volume de projetos e obras de diferentes tipologias”. Ao nível do investimento, destaque “para os projetos e obras desenvolvidas, assim como os concursos em curso de várias operações, a maioria das quais cofinanciadas pelo Portugal 2020 e pelo Turismo de Portugal”.

Especial referência para a “conservação das infraestruturas municipais e do património paisagístico e monumental classificado”.

No que respeita à regeneração urbana, a Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDRC) gratificou o Município com mais 202.582,61 euros (Feder-Prémio), devido ao “excelente desempenho” nesta área. A verba vai ser utilizada na requalificação do Largo Infante Santo e Largo do Chafariz.

As contas do município referentes a 2020 têm ainda de ser submetidas a discussão e votação da Assembleia Municipal.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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