Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha (Foto: mediotejo.net)

Com três votos contra (PPD-PSD / CDS-PP) e duas abstenções (CDU), a Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha aprovou com os votos dos eleitos do PS, na sessão do dia 30 de abril, o “relatório de Gestão e Prestação de Contas, referentes ao exercício de 2017 e do Investimentos de bens, direitos e obrigações patrimoniais”.

Com um total geral de receitas e despesas na ordem dos 8 milhões e 377 mil euros “a gestão orçamental, ficou marcada mais uma vez por uma gestão rigorosa que permitiu, na relação Receitas Correntes – Despesas Correntes, libertar um valor de 498.497,14€ para Investimento”, lê-se no documento.

Em 2017, as despesas correntes do Município praticamente mantiveram-se idênticas ao ano anterior, enquanto que as despesas de capital tiveram um aumento de 17%, “sinónimo de crescimento do investimento no Concelho”, levando a Câmara a falar em “robustez do Município”.

“Esta realidade deriva da orientação estratégica da gestão da autarquia, que elencou a redução da despesa corrente enquanto instrumento para reforço do investimento”, argumenta a Câmara no seu relatório.

Visão diferente tem a bancada do PPD/PSD CDS/PP que votou contra as contas. Na opinião dos três eleitos, as receitas previstas nos Documentos Previsionais de Gestão para 2017 “estavam exageradamente inflacionadas” por exemplo quanto a IMI, IUC e Taxas.

Apesar de reconhecerem que a Câmara foi corrigindo os números ao longo do ano, os deputados da coligação referem a “redução substancial das receitas previstas da Administração Central, Estado e outras”, o decréscimo da população do Concelho, a “baixa taxa de execução na rúbrica Venda de bens de investimento”, entre outros aspetos.

Em contrapartida consideram positivo por exemplo o serviço da dívida (inferior ao limite legal) e o prazo de pagamento aos fornecedores

Segundo o documento aprovado, em 31 de dezembro de 2017 o Município de Vila Nova da Barquinha possuía 153 trabalhadores, menos dois que em 2016.

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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