Comemorações da Batalha de La Lys em Vila Nova da Barquinha. Créditos Pérsio Basso

Num momento solene, marcado por discursos que relembraram os sacrifícios dos soldados portugueses e destacaram a importância de preservar a memória histórica para as gerações futuras, Vila Nova da Barquinha lembrou a história e homenageou esses militares que participaram na Batalha de La Lys, em 9 de abril de 1918, na Flandres, na fronteira franco-belga, durante a Primeira Guerra Mundial.

A cerimónia realizou-se no Monumento ao Combatente de Vila Nova da Barquinha, onde estão depositados os restos mortais do soldado António Gonçalves Curado, herói nascido no concelho.

Na ocasião, autoridades locais, representantes militares e cidadãos reuniram-se para prestar suas homenagens. No Monumento foram depositadas, pelos representantes das várias entidades, coroas de flores em honra aos que tombaram no campo de batalha.

Anualmente, as comemorações da Batalha de La Lys em Vila Nova da Barquinha não apenas relembram um momento crucial da história de Portugal, mas também honram o legado de coragem e determinação deixado pelos combatentes que ali se destacaram. Uma memória refletida no discurso do presidente da Câmara Municipal, Fernando Freire, proferido durante a cerimónia.

“Hoje venho aqui apresentar, com humildade e reverência, um pedido simples a cada um de vós, uns segundos de silêncio e de reflexão, ou, para os crentes, uma pequena oração, recordando todos os soldados – e por soldados entendo todos os que envergaram a farda do Exército de Portugal na madrugada deste dia 9 de abril de 1918, na frente de batalha, na Flandres francesa – que sofreram a mais terrível ofensiva militar que jamais caiu sobre as nossas tropas”, disse.

Comemorações da Batalha de La Lys em Vila Nova da Barquinha. Créditos Pérsio Basso

Lembrou que nesse dia “os alemães, em número imensamente grande, se lançaram sobre a 2.ª Divisão do Corpo Expedicionário Português e reduziram a escombros as frágeis defesas do sector nacional nas trincheiras que atravessavam a Europa. A resistência era impossível, fossem quais fossem as tropas estacionadas naquele sector. Só em 27 de abril foi travado o avanço germânico, mas o primeiro embate sofreram-no os portugueses. Morreram em combate algumas centenas de militares e caíram prisioneiros dos alemães mais de seis milhares de nossos compatriotas”.

Por isso, afirmou Fernando Freire “a sua memória merece-nos respeito. Defendiam a política de afirmação de Portugal no mundo e, acima de tudo, defendiam a liberdade contra a tirania”.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

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