O património material e imaterial do concelho de Vila Nova da Barquinha é fortemente marcado pela cultura dos Templários. Foto arquivo: Fernando Freire

O primeiro ‘Colóquio Templários e Ordem de Cristo’ vai ter lugar no Centro Cultural de Vila Nova da Barquinha no sábado, dia 23 de novembro. A iniciativa é da Federação Europeia da Rota dos Templários (TREF) num evento que, ao longo do dia, vai contar com a intervenção de vários especialistas e estudiosos.

O evento abre portas às 9h00, com a sessão de abertura a acontecer meia hora depois. Destaque para a apresentação de Carlos Batata sobre “Novos dados arqueológicos do Castelo de Almourol e do Cais de Tancos, Vila Nova da Barquinha”, às 10h00, e a de Rui Nobre, com o titulo “Escudos e arados: a doação do castelo de Ozêzere e o desenvolvimento económico da região (séculos XII-XIV)”, às 11h15.

À tarde, Manuel Sílvio Conde leva para o colóquio, às 14h30, o tema “Entre o natural e o antrópico: o rio e o território da margem direita do Tejo Médio, entre Cardiga e Ozêzere (séculos XII-XVI)” e, às 15h45, Luís Baptista falará sobre “O senhorio eclesiástico da Cardiga e o seu processo de transformação de comenda em Quinta da Ordem de Cristo (1536-1617)”.

A Ordem do Templo e a Ordem de Cristo tiveram, durante séculos, um papel de grande importância na História de Portugal.

A Ordem de Cister esteve na génese de algumas Ordens Militares medievais, entre elas a Ordem dos Templários, e algumas outras adotaram uma observância e uma espiritualidade de matriz cisterciense. Foi o caso da Ordem de Cristo, fundada por D. Dinis e sucessora e herdeira em Portugal da Ordem do Templo.

Inscrições em: turismo@cm-vnbarquinha.pt ou pelo telefone 249720358.

PROGRAMA

09h00 | Receção aos convidados

09h30 | Sessão de abertura: Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal e representante da TREF

10h00 | Inês Lourinho: “O reino de Portugal como correlato da guerra de fronteira (1093 – 1147)”; Carlos Batata: “Novos dados arqueológicos do Castelo de Almourol e do Cais de Tancos, Vila Nova da Barquinha”

11h15 | Miguel Gomes Martins: “As ordens militares e as operações de cerco na Idade Média (1128-1250)”; Rui Nobre: “Escudos e arados: a doação do castelo de Ozêzere e o desenvolvimento económico da região (séculos XII-XIV)”

12h30 | Debate

14h30 | Manuel Sílvio Conde: “Entre o natural e o antrópico: o rio e o território da margem direita do Tejo Médio, entre Cardiga e Ozêzere (séculos XII-XVI)”; Luís Costa e Sousa: “Restos de um passado? As ordens militares na guerra do séc. XVI”

15h45 | Luís Baptista: “O senhorio eclesiástico da Cardiga e o seu processo de transformação de comenda em Quinta da Ordem de Cristo (1536-1617)”; Nuno Villamariz Oliveira: “Algumas considerações sobre o património arquitectónico da Rota dos Templários em Portugal”

16h45 | Debate

17h30 | Sessão de Encerramento – Vereador Manuel Mourato e representante da TREF

A entrada é livre.

A sua formação é jurídica e a sua paixão é História mas, por sorte, o jornalismo caiu-lhe no colo há mais de 20 anos e nunca mais o largou. É normal ser do contra, talvez também por isso tenha um caminho feito ao contrário: iniciação no nacional, quem sabe terminar no regional. Começou na rádio TSF, depois passou para o Diário de Notícias, uma década mais tarde apostou na economia de Macau como ponte de Portugal para a China. Após uma vida inteira na capital, regressou em 2015 à cidade natal; Abrantes. Gosta de viver no campo, quer para a filha a qualidade de vida da ruralidade e se for possível dedicar-se a contar histórias.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *