Momento do hastear das bandeiras. Foto: CM Barquinha

Foi com uma mensagem de esperança que o Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha terminou o seu discurso no feriado municipal de sábado, 13 de junho. Perante dezenas de pessoas, devidamente distanciadas na praça do município, Fernando Freire (PS) começou por se referir às “comemorações singelas, as possíveis, dentro do estado de calamidade que vivemos”. Em condições normais, por esta altura estaria a decorrer o principal evento do concelho, a Feira do Tejo, que atrai milhares de visitantes à vila ribeirinha.

O discurso do autarca ficou marcado pela contingência que estamos a viver. “No início de 2020 a nossa sociedade foi abalada por uma imprevista tempestade mundial que mudou radicalmente o nosso modo de viver e de estar e cujas consequências estamos ainda longe de alcançar”, disse.

“Nada vai ser como dantes, embora haja muitas ilusões que tudo voltará ao que era do antecedente. Certo que continuaremos a lutar e a querer uma Sociedade com espaços de oportunidades de negócio, justiça e paz”, acrescentou o Presidente da Câmara.

Para Fernando Freire, “vivemos tempos muito complicados, e estranhos, como são exemplo o surgimento de regimes autoritários, o Brexit, os refugiados, a instabilidade política em cada uma das nossas nações, a intolerância de símbolos, o surgimento de novos profetas de uma nação que é, somente, a mais antiga da Europa”.

Apesar de tudo, o autarca acredita num futuro melhor como deixou claro no final da sua intervenção: “Voltaremos a sorrir. Não se desiste de Portugal. Não desistiremos de engrandecer esta terra nos nossos egrégios avós. Hoje temos um concelho que muito nos orgulha! Viva o Concelho de Vila Nova da Barquinha!”

Interveio também o comandante do Regimento de Paraquedistas, Coronel Paulo Cordeiro, que focou a ligação e a “excelente cooperação institucional” da unidade militar ao município lembrando a atribuição da Medalha de Honra Municipal.

O dia 13 de junho em Vila Nova da Barquinha começou com o hastear da bandeira nos Paços do Concelho perante autarcas, dirigentes e outros convidados.

À tarde foi assinado um protocolo com a Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha que visa reforçar o apoio à corporação tendo em conta o trabalho desenvolvido durante a fase da pandemia.

Seguiu-se a inauguração da exposição «Viewfinder», de Martinho Costa, na Galeria do Parque, onde só podiam entrar 10 pessoas de cada vez. De qualquer forma, a exposição vai estar patente até setembro.

Dali, autarcas e convidados dirigiram-se para o Monumento aos Combatentes onde se realizou uma cerimónia de homenagem à memória dos combatentes, com deposição de coroa de flores pelos alunos do Agrupamento de Escolas de Vila Nova da Barquinha e com a participação do Núcleo da Liga dos Combatentes do Entroncamento e de Vila Nova da Barquinha.

A encerrar o dia de festa e numa iniciativa da Fábrica da Igreja de Santo António foi celebrada uma Missa campal junto à Igreja Matriz, seguida de procissão automóvel pelas ruas da vila.

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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