A Associação Humanitária de Bombeiros de Vila Nova da Barquinha convidou as empresas do concelho a conhecer o plano de celebração do centenário. Foto: mediotejo.net

Após quase um ano de comissão executiva das comemorações do centenário ter entrado em funções, o presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros de Vila Nova da Barquinha, António Ribeiro, salientou que desde 2022 está a ser pensada uma estratégia e a ser planeado um conjunto de ideias para a celebração do centenário da associação deste corpo de bombeiros.

“Identificamos um conjunto de ideias até 2025, entre essas ideias estão a melhoria das instalações e dos meios, a construção de uma obra de arte, que em principio será nesta rotunda aqui muito próxima dos bombeiros, está também a publicação do livro dos 100 anos da associação, está a publicação de fotografias e um vídeo do centenário da associação e está também, uma coisa que achamos muito importante, que é a forma de angariar condições e meios para poder suportar estas ideias. E isto surge desta sequência, hoje a ideia é apresentarmos e percebemos as competências, as capacidades, e o que podemos partilhar com as empresas”, explica António Ribeiro.

ÁUDIO | António Ribeiro, Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha

Em harmonia com os interesses dos vários empresários, foram apresentadas oportunidades de partilha de interesses comuns, encontro de formas de colaboração através da celebração de protocolos de cooperação para a formação dos trabalhadores, treino e simulacro de emergências e a concertação de apoios previstos na lei.

Apresentação de capacidades de meios técnicos e humanos dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha. Foto: mediotejo.net

Apesar de contar com 47 operacionais, o presidente da Associação afirma que não é fácil e que esta é a realidade em maior partes das associações de corpos de bombeiros da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo.

“Estamos com uma enorme dificuldade e só é possível hoje ter um corpo de bombeiros com voluntários. Destes 47, só 20 é que são funcionários, mas são todos voluntários. Depois das 40 horas de trabalho ficam cá de noite. De funcionários são só 20 e torna-se difícil fazer escalas, durante 365 dias, a toda a hora. A carga, a exigência e a fadiga apoderam-se deles, mas eles são extraordinários, não há palavras.”, ressalvou António Ribeiro.

ÁUDIO | António Ribeiro, Presidente da Associação Humanitária dos Bombeiros Voluntários de Vila Nova da Barquinha

Em tom de brincadeira e questionado sobre a execução de uma obra de arte, o presidente da associação comentou que “ou fazíamos uma obra de arte a pensar no artista, ou fazíamos um obra de arte a pensar na instituição, e por isso vamos fazer uma obra a pensar na instituição, senão os custos da obra seriam enormes. No planeamento que fizemos cada ideia foi sustentada em vários elementos, custos, tempo para implementar, o próprio pensar da ideia, o que vai trazer de bom para a associação. Tudo foi pensado numa séries de premissas e variáveis, foram votadas e pensadas por várias pessoas, não só pela associação”.

A obra de arte já está pensada, planeada, está a ser desenhada, neste momento estão a ser identificados os custos. António Ribeiro brincou e disse que “é uma obra de artista, mas não de renome, porque isso multiplicaria ou triplicaria o valor da obra. Não querendo tirar o valor às artes, mas dessa forma muitas vezes a população acaba por nem perceber a obra de arte”.

António Ribeiro, Presidente da Associação de Bombeiro; Paulo Gama, Comandante do Corpo de Bombeiro e Fernando Freire, Presidente da Câmara Municipal. Foto:mediotejo.net

Fernando Freire, presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha diz que a relação entre o corpo de bombeiro e a autarquia é uma relação de união e de parceria, ressalvando que esta associação é a mais importante que existe no concelho.

“Damos sempre a ajuda possível e imaginária, de facto relevar que esta associação é a associação mais importante que temos no concelho, é dela que emana quer a seguranças de bens, pessoas, património, acidentes, cheias, perigos iminentes nomeadamente condutas de gás nacionais que passam no nosso território. Temos de nos valer desta associação com este quilate e com esta qualificação técnica e de meios”, disse o autarca barquinhense.

A Câmara tem um protocolo anual, que entende que é a forma que tem de ajudar a superar os encargos que a associação de bombeiros têm, que são cada vez mais. “Existe mais formação, mais entrega de veículos e de outros bens. Temos tido uma parceria excelente entre a associação e a câmara municipal no sentido de acudir a nossa associação que é de todos nós”, explicou.

ÁUDIO | Fernando Freire, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha

Questionado sobre o comando sub-regional do Médio Tejo que está situado na Praia do Ribatejo e sobre a relação com esta associação, o presidente afirmou que “na própria ITI (Investimento Territorial Integrado), estamos a pensar estruturar a própria região no sentido de alocar meios que sejam partilhados. Cada vez mais os territórios são mais próximos, as estradas são mais próximas, como por exemplo, uma central elétrica, um gerador vai ficar em Mação, há soluções partilhadas, no sentido de uma economia de escala, no sentido de podermos acudir uns aos outros. A proteção somos todos nós”.

ÁUDIO | Fernando Freire, Presidente da Câmara Municipal de Vila Nova da Barquinha

Fernando Freire diz que ao longos destes dois anos, e até ao centenário da associação, vão ser realizadas muitas atividades, e que olha com a esperança que em 2025 o corpo de bombeiros de Vila Nova da Barquinha “possa comemorar com dignidade e com uma grande festa, que todos merecem, porque de facto são espetaculares”.

Este encontro permitiu a apresentação interpessoal, entre as empresas e os membros da Associação, numa demonstração da vontade de todos fazerem jus à máxima “todos juntos, é mais fácil gerir riscos e oportunidades. Somos mais fortes!”

Ficou agendado para novembro deste ano um segundo encontro com as empresas do concelho.

Natural de Vila Nova da Barquinha, tem 25 anos e licenciou-se em Ciências da Comunicação pela Universidade da Beira Interior.

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