Arlindo Consolado Marques

A Assembleia Municipal de Vila Nova da Barquinha reuniu esta sexta-feira, dia 23, e o tema da poluição no rio Tejo esteve presente na moção apresentada pela bancada socialista. Os deputados municipais demonstraram a sua solidariedade para com o ambientalista Arlindo Consolado Marques e repudiaram a ação judicial interposta pela empresa Celtejo ao apelidado “guardião do rio”.

A “Moção de Solidariedade em defesa do Tejo e do Arlindo Marques” apresentada pela bancada do Partido Socialista durante a primeira sessão da Assembleia Municipal em 2018 foi aprovada por unanimidade, demonstrando o apoio deste órgão autárquico na inversão daquilo que é referido como a “catastrófica situação do rio Tejo e seus afluentes” e um “autêntico esgoto a céu aberto”.

Um cenário que, segundo o documento, tem consequências nefastas para a agricultura, pescas, saúde humana e potencial da região ribeirinha ao nível do lazer, do turismo e do turismo. A “gravidade da poluição” é atribuída ao “elevado grau de contaminação” das águas que afluem de Espanha, sendo acentuada pelos caudais reduzidos vindos do outro lado da fronteira e “à gestão economicista do concessionário das barragens do Fratel e Belver”.

A moção foi apresentada pela bancada socialista e aprovada por unanimidade. Foto: mediotejo.net

A solidariedade demonstrada pela Assembleia Municipal em prol do rio Tejo estendeu-se a Arlindo Consolado Marques, elemento da associação proTEJO – Movimento pelo Tejo que tem denunciado a poluição no rio Tejo através das redes sociais. Os alertas do cidadão caraterizado como “a voz e os olhos vigilantes das populações ribeirinhas e todos aqueles que se preocupam com o rio Tejo” têm incluído referência à unidade fabril em Vila Velha de Ródão, propriedade da Celtejo – Empresa de Celulose do Tejo, SA..

A moção indica as suspeitas do foco de poluição atribuídas à Celtejo “ou indústrias de papel associadas”, acrescentando que a empresa “foi sinalizada pela Agência Portuguesa do Ambiente como contribuinte significativa para as ocorrências de poluição no rio Tejo”. Face à sua posição, o ambientalista natural de Ortiga (Mação) está a ser alvo de uma ação judicial interposta pela empresa Grupo Altri que reclama o pagamento de uma indemnização no valor de 250 mil euros por “ofensa à credibilidade e bom nome”.

O processo levou à organização de iniciativas solidárias na região para apoiar Arlindo Consolado Marques e a Assembleia Municipal também pretende contribuir neste sentido através de recolhas de fundos para enfrentar a ação judicial que diz ser “injusta” e “condiciona o direito constitucional que todos os cidadãos têm de expressar livremente a sua opinião e de defender um ambiente sustentável”.


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Nasceu em Vila Nova da Barquinha, fez os primeiros trabalhos jornalísticos antes de poder votar e nunca perdeu o gosto de escrever sobre a atualidade. Regressou ao Médio Tejo após uma década de vida em Lisboa. Gosta de ler, de conversas estimulantes (daquelas que duram noite dentro), de saborear paisagens e silêncios e do sorriso da filha quando acorda. Não gosta de palavras ocas, saltos altos e atestados de burrice.

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