O juramento “eu, abaixo assinado, afirmo solenemente pela minha honra que cumprirei com lealdade as funções que me são confiadas” foi ouvido e aplaudido 20 vezes este domingo, dia 15, no Salão Nobre dos Paços do Concelho de Vila Nova da Barquinha. Os elementos do novo executivo camarário liderado por Fernando Freire e os novos deputados municipais afirmaram o seu compromisso para o mandato 2017/2021 numa cerimónia com sala cheia, à qual se seguiu a primeira sessão oficial da Assembleia Municipal dirigida por António Ribeiro.
A pontualidade com que Rui Picciochi deu início às sessões da Assembleia Municipal que presidiu voltou a fazer-se sentir no início da cerimónia solene em que os cinco elementos do executivo municipal e os quinze deputados municipais tomaram posse. Os munícipes barquinhenses que votaram nos vinte autarcas no passado dia 1 de outubro quiseram marcar presença nos Paços do Concelho, assim como os muitos convidados que encheram as cadeiras do Salão Nobre.

Todos assistiram ao momento das assinaturas iniciadas pela do presidente da Câmara Municipal, Fernando Freire, dos vereadores socialistas Rui Constantino, Marina Honório e Manuel Mourato e da vereadora eleita pela coligação PPD-PSD / CDS-PP Cláudia Ferreira. Seguiram-se as dos eleitos para a Assembleia Municipal cuja presidência foi assumida por António Ribeiro (PS).
No mandato 2017/2021, a bancada do PS é composta por Paulo Constantino, Maria de Fátima Martins, João Gralha, José de Sousa, Carla Cardoso, César Cardigos, José Esteves, Ana Cristina Pimenta e Vitorino Monteiro. À direita, Nuno Gomes, Eduardo de Oliveira e José Salvado representam a coligação PPD-PSD / CDS-PP e, à esquerda, Paula Duarte e João Ricardo o PCP-PEV (CDU). A Assembleia Municipal fica completa com os presidentes das Juntas de Freguesia Benjamim Reis (Praia do Ribatejo), João Machado (Vila Nova da Barquinha), Manuel Honório (Atalaia) e Miguel Homem (Tancos).

Uma vez empossado, Fernando Freire referiu no início do seu discurso o passado recente ao salientar o “leal combate” travado por todos os candidatos às eleições autárquicas e um longínquo, destacando o contributo de Rui Picciochi enquanto presidente da Assembleia Municipal nas últimas décadas. Para o futuro, deixou a vontade expressa de “promover o desenvolvimento equilibrado e sustentável” do território através, nomeadamente, com o apoio da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro (CCDR Centro) e da Comunidade Intermunicipal do Médio Tejo (CIM do Médio Tejo).
Segundo o presidente reeleito, ambas as entidades são importantes para a concretização do programa eleitoral apresentado. Entre os diversos pilares que o compunham identificou “criar infraestruturas, afirmar sustentabilidade dos recursos e do território, reforçar a mobilidade na rede urbana, a capacitação institucional, o fortalecimento da coesão social e territorial, a competitividade, a internacionalização da economia regional e o desenvolvimento do potencial humano”.

Turismo, cultura, educação, reabilitação urbana e tecido económico foram áreas apresentadas como prioritárias, nas quais será dada continuidade ao trabalho realizado no mandato anterior. No que agora começa e termina em 2021, Fernando Freire, sublinhou que devem ser criadas “pontes de diálogo”, existir “humildade para ouvir os outros”, não ter “vergonha de intervir na sociedade”, manter “uma postura ética” e”em tempo, tomar as decisões necessárias ao bem comum”.
Um mandato, concluiu, será marcado por um “compromisso claro com a área social, com a comunidade, com as empresas, e com as coletividades” que exigirá do executivo “dedicação plena às pessoas, e às instituições, que são de todos nós”.
Discurso de Fernando Freire. Vídeo: mediotejo.net
A cerimónia foi seguida da primeira sessão da Assembleia Municipal conduzida por António Ribeiro e na qual a maioria dos votos, acompanhados por quatro abstenções e um em branco, atribuiu o cargo de primeiro secretário a João Gralha e de segundo secretário a Maria de Fátima Martins.
A sessão contou ainda com a inclusão extraordinária de um ponto com caráter de urgência para a eleição dos representantes na Assembleia Intermunicipal da CIM do Médio Tejo. A votação gerou as primeiras intervenções dos deputados municipais, tendo os do PSD e CDU questionado a legalidade do ato naquela sessão e a participação dos presidentes das juntas de freguesia na medida em que apenas o da Atalaia já tinha tomado posse.

Após os esclarecimentos que incluíram a indicação de que Benjamim Reis, João Machado, Manuel Honório e Miguel Homem não votariam, os nomes propostos de António Ribeiro e Paulo Constantino foram aprovados com 10 votos a favor e cinco contra. Vitorino Monteiro e Carla Cardoso são os deputados suplentes.
