Exercício "Bangui 221". Imagem: Exército Português

Duas centenas de militares estiveram na região, nomeadamente nos concelhos circundantes ao Polígono de Tancos, como Constância e Vila Nova da Barquinha, para o exercício final de aprontamento e certificação da 11ª Força Nacional Destacada Conjunta que parte em maio em missão para a República Centro Africana. O exercício “BANGUI 221” terminou na sexta-feira, 25 de março.

Em comunicado, o Exército Português dá conta que durante os dias 21 e 25 de março a região de Tancos (freguesia de Vila Nova da Barquinha) acolheu cerca de duas centenas de militares que participaram no exercício militar BANGUI 221, que marca o final do aprontamento da 11.ª Força Nacional Destacada Conjunta MINUSCA para o teatro de operações da República Centro-Africana (RCA), em guerra civil desde 2012.

O exercício teve por finalidade demonstrar a capacidade operacional do contingente bem como permitir a certificação da Força pela Inspeção-Geral do Exército

Esta Força Destacada, que irá em breve constituir-se como a Força de Reação Rápida da Missão Multidimensional Integrada das Nações Unidas para a Estabilização da RCA, foi testada “num cenário que procurou recriar o ambiente existente no teatro de operações, possibilitando a validação da sua prontidão para o combate, ao nível do planeamento, controlo e execução das tarefas no âmbito da missão”, refere ainda a nota do Exército.

Sob o comando do Tenente-Coronel de Infantaria Paraquedista Prata Pinto, a força é composta por 180 militares, maioritariamente do 2.º Batalhão de Infantaria Paraquedista, que se encontra sediado no Regimento de Infantaria N.º10, em Aveiro.

Fazem igualmente parte militares de outras unidades do Exército Português, que reforçam a sua capacidade operacional, e três militares da Força Aérea Portuguesa, que constituem uma Equipa de Controlo Aéreo Tático.

Das capacidades diferenciadoras provenientes de outras Unidades do Exército, destacam-se as valências na área da Engenharia, do Apoio Sanitário, das Comunicações, da Alimentação, da Manutenção e das Viaturas Blindadas de Rodas PANDUR II.

Ana Rita Cristóvão

Abrantina com uma costela maçaense, rumou a Lisboa para se formar em Jornalismo. Foi aí que descobriu a rádio e a magia de contar histórias ao ouvido. Acredita que com mais compreensão, abraços e chocolate o mundo seria um lugar mais feliz.

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