Vitiourém vai criar Confraria do Vinho Medieval. Foto ilustrativa. DR

A Confraria do Vinho Medieval de Ourém vai ser apresentada na quinta-feira, numa iniciativa da Associação de Promoção da Vitivinicultura do Concelho de Ourém (VitiOurém), para defender e promover este vinho.

“Pretende-se que com a criação da Confraria seja reforçada a promoção e defesa deste património histórico que é uma marca única e relevante do concelho de Ourém e que deve ser um dos embaixadores privilegiados deste concelho”, referiu a VitiOurém, em nota de imprensa.

O vinho Medieval de Ourém mantém hoje em dia o mesmo método que era utilizado há 850 anos e por isso é considerado um vinho único uma vez que é apenas no concelho de Ourém que o método de produção se manteve inalterado desde a época da fundação. 

O vinho medieval é feito com 80% de uvas brancas (casta Fernão Pires), e 20% de uvas tintas (trincadeira), seguindo um método implementado pelos monges de Cister, há séculos. Viu o seu caráter único ser reconhecido por certificação de 11 de fevereiro de 2005.

Com o objetivo de “manter, preservar e valorizar este património” vai ser criada a Confraria do Vinho Medieval de Ourém, numa sessão a realizar no dia 30 de junho, no Castelo de Ourém, pelas 10 horas.

Pretende-se também “que seja reforçada a promoção e defesa deste património histórico que é uma marca única e relevante do Concelho de Ourém e que deve ser um dos embaixadores privilegiados deste Concelho”, refere a organização.

A iniciativa é da Vitiourém – Associação de Promoção da Vitivinicultura do Concelho de Ourém, organização criada em setembro de 2000 no sentido de trabalhar para a promoção e defesa do Vinho Medieval de Ourém

Do programa do dia 30 consta a Cerimónia de Entronização dos Primeiros Confrades na qual se incluem várias individualidades do plano local e nacional que foram decisivos para a instituição da DOP Medieval de Ourém.

O método de produção deste vinho é certificado e tem origens que remontam à fundação da nacionalidade, quando foi instituída em Portugal a ordem de Cister liderada por Bernardo de Claraval, cujos monges trouxeram para o nosso país os novos métodos de fazer agricultura e onde se incluiu também a produção de vinho. 

Além da criação da Confraria do Vinho Medieval de Ourém, está já na mira que, numa fase
posterior, venha também a ser instituída uma Câmara de Provadores, “para complementar o trabalho já efetuado e apoiar localmente os pequenos viticultores para que vejam o seu produto valorizado em termos de mercado, e assim mantenham vivo este património que importa preservar”, referem os promotores.

À agência Lusa, o presidente da VitiOurém, António Lopes, afirmou que a Confraria, criada há um ano, tem 22 confrades fundadores e oito de mérito, num total de 30.

De acordo com António Lopes, entre os confrades estão os ex-secretários de Estado Bianchi de Aguiar e Carlos Duarte, que estiveram envolvidos na criação da DOP, autarcas e antigos autarcas ou o ex-produtor António Marques da Cruz, considerado um dos impulsionadores deste vinho, também conhecido como vinho palhete, assim como a Câmara e Assembleia municipais de Ourém.

C/LUSA

José Gaio

Ganhou o “bichinho” do jornalismo quando, no início dos anos 80, começou a trabalhar como compositor numa tipografia em Tomar. Caractere a caractere, manualmente ou na velha Linotype, alinhavava palavras que davam corpo a jornais e livros. Desde então e em vários projetos esteve sempre ligado ao jornalismo, paixão que lhe corre nas veias.

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